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    Bolsonaro irá depor à PF quando tivermos acesso ao processo, diz defesa

    Assessor especial do ex-presidente Fábio Wajngarten disse que o advogado Marcelo Bessa peticionou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para ter acesso aos autos.

    Advogado e assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten
    Advogado e assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten CNN

    Léo Lopesda CNN em São Paulo

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) irá prestar depoimento à Polícia Federal (PF) sobre a operação desta quarta-feira (3) – na qual seu celular foi apreendido e seus ex-assessores presos – somente após sua defesa ter acesso aos autos do processo.

    Em conversa com repórteres na sede da PF em Brasília, o advogado e assessor especial do ex-presidente Fábio Wajngarten disse que a “defesa não teve acesso a nenhuma informação referente aos acontecimentos de hoje cedo”.

    “O presidente Bolsonaro estará à disposição das autoridades competentes, como sempre esteve, tão logo a defesa tenha acesso aos autos”, acrescentou, dizendo estar indo encontrar o ex-presidente, que está na sede do Partido Liberal, em Brasília.

    O ex-ministro-chefe da Secom do governo Bolsonaro também disse que o advogado do ex-presidente, Marcelo Bessa, que acompanhou a ação policial nesta manhã, já peticionou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para ter acesso aos autos.

    “Os autos estão com o ministro Alexandre de Moraes e o Dr. Bessa já peticionou o acesso. Não temos informação, não tivemos acesso a nada”, completou Wajngarten.

    Estão na sede da PF o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro tenente-coronel Mauro Cid e os ex-assessores Max Guilherme e o Sérgio Cordeiro, que foram presos preventivamente na operação desta quarta.

    Fábio Wajngarten afirmou que Max Guilherme já prestou depoimento, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) onde já realizou o exame de corpo de delito. O advogado alegou não ter conhecimento do que foi dito pelo ex-assessor de Bolsonaro.

    O tenente-coronel Mauro Cid estava cumprindo burocracias para prestar depoimento em breve, assim como Sérgio Cordeiro.

    Questionado sobre o cartão de vacinação de Bolsonaro, Wajngarten disse que “não teve acesso a nada”, mas acha que o ex-presidente entrou nos Estados Unidos no final do ano passado utilizando o passaporte diplomático garantido a um presidente da República.