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    Bolsonaro saiu para pescar com os filhos antes de saber sobre operação, diz Wajngarten

    Defesa diz que Bolsonaro saiu para pescar às 5h; PF faz operação na casa do ex-presidente em Angra dos Reis, mirando Carlos Bolsonaro

    O ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten
    O ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Victor Aguiarda CNN*

    São Paulo

    O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, afirmou em suas redes sociais que o ex-mandatário saiu com os filhos e amigos para pescar às 5h da manhã, antes de a família tomar conhecimento da operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (29) que teve como alvo o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos).

    De acordo com Wajngarten, não foram encontrados computadores na residência ou no gabinete de Carlos.

    O filho do ex-presidente foi alvo de mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e em sua casa, na Barra da Tijuca.

    “Vamos arrumar a bagunça de fakenews: 1- o presidente Jair Bolsonaro saiu para pescar às 5:00 com filhos e amigos bem antes de qualquer notícia; 2- Não foi encontrado nenhum computador de quem quer que seja na residência ou gabinete do vereador Carlos Bolsonaro”, escreveu Wajngarten.

    “A responsabilidade com a apuração e com a notícia faz parte do jornalismo dito profissional”, acrescentou o advogado.

    Um terceiro mandado também foi cumprido na casa do ex-presidente em Angra dos Reis, no litoral fluminense, onde a família Bolsonaro se encontra.

    As operações foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Segundo informações apuradas pela CNN, a família Bolsonaro retornou à casa por volta das 11h. Os agentes da PF estavam aguardando por eles, com um mandado para apreender o celular e o tablet do vereador.

    Em nota, a Câmara informou que os policiais federais estiveram no gabinete de Carlos entre as 7h e as 9h desta segunda, acompanhados da equipe de segurança da Casa e de um assessor do parlamentar.

    Operação Vigilância Aproximada

    As buscas são um novo desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, que investiga o uso político da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão do ex-diretor-geral Alexandre Ramagem — atualmente deputado federal pelo PL —, que comandou o órgão no governo Bolsonaro.

    O intuito da nova fase é avançar no núcleo político e identificar os principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente, por meio de ações clandestinas dentro da Abin.

    Em uma live realizada pelo ex-presidente ao lado de Carlos, Eduardo e Flávio na noite de domingo (28), Bolsonaro afirmou que Ramagem é “um cara fantástico” e chamou de “narrativa” a questão da suposta “Abin paralela”.

    Caso as irregularidades sejam comprovadas, os investigados podem responder por invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. As penas para tais crimes, somadas, podem chegar a 14 anos de prisão.

    *Sob supervisão de Marcelo Freire