Boris Casoy: Vices de Lula e Bolsonaro não devem mudar cenário eleitoral

No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (20), comentarista Boris Casoy abordou a escolha de nomes para integrar as chapas que irão concorrer ao Planalto em 2022

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (20), o jornalista Boris Casoy falou sobre as possíveis escolhas de vice nas chapas dos pré-candidatos à presidência Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lideram as pesquisas de intenção de voto na corrida para o Palácio do Planalto.

Recentemente, o ex-presidente Lula admitiu ainda não saber quem será seu vice, mas afirmou estar conversando com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) para a formação de uma aliança. Bolsonaro, por outro lado, disse já ter ideia de quem será seu companheiro de chapa, mas declarou ainda ser cedo para revelar o nome.

Para Boris Casoy, a questão da escolha de vice-presidente é importante no país, principalmente levando em consideração o contexto histórico: desde a morte de Getúlio Vargas, em 1954, cinco vices – Café Filho, João Goulart, José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer – ascenderam ao cargo mais alto do Executivo, sendo os últimos três após a redemocratização. “O vice tem que ter qualidades. Não é alguém que possa apenas colaborar sob o aspecto eleitoral”, afirmou.

O jornalista também acredita que a fala de Lula a empresários, dando preferência a uma parceria com Alckmin, mostra uma contemplação do PT à direita. Já quanto ao vice de Bolsonaro, Casoy confessou não imaginar quem poderá se juntar ao atual presidente – e cogitou a possibilidade de um blefe na escolha antecipada.

“Não sei nem se ele sabe ou se tem alguém à mão. As especulações são muitas, fala-se da Damares [Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos]… não dá para saber. O quadro não está formado”, disse.

Segundo o comentarista, independentemente dos vices escolhidos, o cenário eleitoral não deve sofrer grandes alterações para nenhum dos dois líderes das pesquisas, mas a nomeação pode acrescentar uma “luminosidade diferente” às campanhas.

“No caso do Lula, ele está atrás do Alckmin porque representa uma direita moderada, não é nenhum extremista. O PT acha que ele pode ser domesticado, dar um colorido menos vermelho e trazer setores importantes do empresariado.”

“Imagine o Joaquim Barbosa de vice do Ciro Gomes. Dá uma mudada, encorpa… Não sei se alguém vai votar no Ciro por ter o Barbosa de vice, mas que agrega alguma coisa à imagem, sim. Agora, o voto… me pergunte coisas mais fáceis”, ironizou.

Novo líder no Senado

O Palácio do Planalto escolheu um novo nome para liderar o governo no Senado Federal. Alexandre Silveira (PSD-MG) foi convidado para a função. Ele irá assumir a vaga deixada por Antonio Anastasia (PSD-MG), que deixou a Casa em dezembro para ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Suspensão de reajuste salarial

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que está suspenso o aumento salarial para agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional. O presidente também disse que ainda decidirá se concede ou veta a proposta – e tem até sexta-feira para sancionar o orçamento deste ano.

Fiscalização da vacinação de crianças

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski cobrou que os ministérios públicos estaduais adotem com urgência medidas para fiscalizar pais que não vacinarem os filhos contra a Covid-19. O documento ressalta que as medidas devem ser adotadas conforme a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Boris Casoy e Fernando Molica. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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