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    Eleições 2022

    Campanha de Lula pede que TSE impeça Bolsonaro de usar imagens de 7 de Setembro

    Ação apresenta uma série de elementos para demonstrar supostas irregularidades praticadas no ato

    Gabriela CoelhoJoão Rosada CNN

    Brasília

    A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Jair Bolsonaro e outras 17 pessoas por suposto abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação nos eventos de 7 de Setembro em Brasília e no Rio de Janeiro.

    A ação está com corregedor-geral Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves. A ação apresenta uma série de elementos para demonstrar supostas irregularidades praticadas no ato. “Macular o Dia da Independência e deturpá-lo em comício eleitoral de interesses escusos do candidato”.

    Todavia, a gravidade do ocorrido é majorada pelo fato de que, conforme publicaram os veículos de comunicação, houve atuação ostensiva de órgãos do governo para fornecimento de “convites” a servidores públicos, com o intuito de inflar o número de presentes no desfile-cívico militar que se desfigurou em comício eleitoral”, disse a campanha.

    Entre as supostas irregularidades apontadas estão: iniciativas de convocação da população brasileira para o ato, inclusive por meio de propaganda eleitoral gratuita na televisão e pela intimação de servidores públicos; o uso de imagens coletadas no evento para municiar propaganda na TV; os altos valores gastos com o desfile; financiamento e instalação de outdoors (meio vedado de propaganda eleitoral) por pessoas jurídicas para convocação aos eventos; e a presença de apoiadores políticos sem cargos institucionais no palco – o que evidencia o intuito eleitoral/partidário.

    A coligação pede, liminarmente, que Bolsonaro seja proibido de usar na campanha quaisquer materiais gráficos, fotografias ou vídeos produzidos nos atos. Também pede o compartilhamento de provas com outras investigações, assim como a quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático dos financiadores.

    “Ainda no contexto das convocações feitas por Jair Bolsonaro a seus apoiadores, a fim de usurpar o Dia da Independência e transformá-lo em comício eleitoral, destaca-se o convite expresso de Jair Bolsonaro para a presença de empresários aliados de seu governo no desfile cívico-militar. O mandatário disse que convidou os oito empresários para estarem com ele no 7 de Setembro. ‘Se não for possível, que vão no Rio de Janeiro. Convidei. São pessoas honradas. Duas têm contato comigo’”.

    O documento cita também uma nota em que o Ministério Público Federal ressaltou a relevância do desfile cívico-militar “e frisou a importância da natureza apartidária das apresentações militares e necessidade de adoção de medidas de prevenção, por parte dos comandos militares, para impedir o desvirtuamento do desfile”.

    Segundo a campanha, a celebração do Bicentenário da Independência foi utilizada como comício eleitoral de Jair Bolsonaro, e o Governo Federal gastou valor 247% superior à despesa de 2019 para organização e montagem do evento, o que alcançou a cifra de R$ 3,3 milhões de reais.

    “O valor consta do Edital de Pregão Eletrônico nº 08/2022, do Ministério das Comunicações, cujo objeto foi a “contratação de empresa especializada na organização e montagem de evento para a realização do Desfile de 7 de Setembro 2022”, bem como respectivo termo de referência”.

    Para a coligação, “o devido processo eleitoral foi manifestamente violado, na medida em que o fim e objetivo da ilegalidade foi o de utilizar atos cívicos institucionais para celebrar o bicentenário da independência do país para promover campanha eleitoral do atual presidente da República”.

    A CNN procurou a campanha de Bolsonaro e o Planalto, que ainda não se manifestaram.

    Investigado

    O ministro Benedito Gonçalves, do TSE, decidiu nesta sexta-feira (10) abrir uma investigação para apurar a conduta do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do general da reserva Braga Netto, candidato a vice na chapa de Bolsonaro neste ano, durante os atos do 7 de Setembro.

    O ministro, que é o corregedor-geral eleitoral, deu o despacho em uma ação apresentada pelo PDT ao TSE. O PDT pediu ao TSE que o presidente e seu candidato a vice sejam declarados inelegíveis por oito anos e também nas eleições deste ano.

    Segundo o partido, após participar da cerimônia oficial do desfile cívico-militar do 7 de Setembro, Bolsonaro subiu em um trio elétrico para fazer um discurso em tom eleitoreiro