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    Campanha de Nunes deve escalar Temer, Aldo Rebelo e Paulinho para rebater Marta

    Políticos tidos como opositores do bolsonarismo e defensores da democracia serão porta-vozes do prefeito

    Pedro Duranda CNN

    São Paulo

    Rapidamente após as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Marta Suplicy no ato de filiação dela ao PT, a campanha do prefeito Ricardo Nunes (MDB) elegeu três porta-vozes prioritários para rebater os discursos de que ele estaria ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra a democracia. As informações foram confirmadas por interlocutores do prefeito e pré-candidato à reeleição à CNN.

    Segundo eles, o ex-presidente Michel Temer (MDB) vai ser convocado para vender Nunes como democrata a serviço do povo de São Paulo.

    Ao ex-ministro Aldo Rebelo, que decidiu se licenciar do PDT e substituiu Marta na secretaria de Relações Internacionais, e ao deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, caberá o discurso de que Nunes não é nem cria nem apadrinhado de Bolsonaro, tendo vida e história próprias.

    A decisão faz parte de um plano mais amplo, traçado pelos estrategistas de campanha, para evitar a nacionalização da disputa. Articuladores da campanha ouvidos pela CNN entendem que a disputa tem que ser entre Nunes e Boulos e não entre Bolsonaro e Lula.

    No segundo turno de 2022, Lula ganhou de Jair Bolsonaro na capital paulista por 53,5% a 46,5% dos votos. Dois anos antes, o cabeça de chapa de Ricardo Nunes, Bruno Covas (PSDB), ficou com 59% dos votos no segundo turno contra 41% de Guilherme Boulos (PSOL), que agora terá Marta como vice.

    No ato que marcou a volta de Marta ao PT, nesta sexta-feira, Lula afirmou que ninguém fez mais pelos pobres na cidade do que Marta. O PT já teve outros dois prefeitos na capital paulista: Luiza Erundina, agora deputada federal pelo PSOL e vice na chapa de Boulos em 2020, e o hoje ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    Em seu discurso, Boulos lembrou que o próprio Covas não estava com Bolsonaro em 2020.

    Naquela época, no auge da pandemia, o então governador João Doria (PSDB) travava com Bolsonaro uma batalha que tinha como ponto central a estratégia de enfrentamento ao coronavírus.