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    Eleições 2022

    Com PL à frente, MDB não terá maior bancada do Senado pela primeira vez

    PL contará com 13 senadores; MDB, que está à frente desde a redemocratização, fica com dez cadeiras

    Plenário do Senado Federal
    Plenário do Senado Federal Waldemir Barreto/Agência Senado

    Danilo Moliternoda CNN em São Paulo

    As eleições do último domingo (2) definiram que o PL do presidente Jair Bolsonaro (PL) terá a maior bancada do Senado a partir de 2023, com 13 parlamentares. Esta será a primeira legislatura desde a redemocratização do país em que o MDB não estará à frente.

    Neste ano, as eleições renovaram um terço da Casa Legislativa. Ou seja, 27 das 81 cadeiras estavam em disputa.

    A sigla do presidente elegeu neste ano oito senadores: Jaime Bagattoli (RO), Jorge Seif (SC), Magno Malta (ES), Marcos Pontes (SP), Rogério Marinho (RN), Romário (RJ), Wellington Fagundes (MT) e Wilder Morais (GO).

    O União Brasil terá a segunda maior bancada da Casa, com 12 parlamentares; PSD e MDB terão dez cada. O PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou com nove cadeiras.

    Levantamento da CNN apresenta a evolução da representação de cada legenda no Senado Federal de 1990 a 2022. Os números mostram as bancadas formadas depois das eleições e não consideram migrações de parlamentares para outras siglas durante a legislatura.

    PL terá a maior bancada, e PT avança

    A sigla do presidente nunca teve uma bancada tão grande quanto a que formou agora. O partido elegeu seu primeiro senador nas eleições de 1998. Em 2002, quando já se chamava PR, fez quatro senadores; em 2006, três; em 2010 e 2014, quatro; e em 2018, dois.

    O partido voltou a se chamar PL e recebeu parlamentares de outras siglas durante os últimos quatro anos. Com isso, já contava com sete cadeiras da Casa antes das eleições do último domingo.

    O PT elege senadores desde 1990. Nos anos em que governou o país (2002 a 2016), a sigla se manteve com dez ou mais nomes na Casa. Em 2018, caiu para seis representantes.

    Com a eleição de Camilo Santana (PT-CE), Teresa Leitão (PT-PE), Wellington Dias (PT-PI) e Beto Faro (PT-PA), o partido passa a ter nove cadeiras.

    MDB e PSDB terão menores bancadas de suas histórias

    Desde a redemocratização, o MDB (antigo PMDB) sustenta o posto de partido com mais senadores. Neste ano, porém, o partido elegeu apenas Renan Filho (MDB-AL) e terá dez senadores a partir de 2023 — a menor bancada de sua história

    Em 1990, o PMDB tinha 29 senadores; em 1994 e 1998, 24; em 2002, 22; em 2006, 18; em 2010, 16. Em 2010, voltou a crescer, com 19. Contudo, elegeu 18 em 2014 e apenas 12 nas eleições de quatro anos atrás.

    O PSDB é outro que terá a menor bancada de sua história. Sem novos senadores eleitos, a sigla tucana terá apenas quatro representantes na Casa.

    Fotos — Os governadores eleitos no primeiro turno