Com “sentimento de cassação”, Câmara começa processo contra Jairinho na segunda

Os sete membros do conselho devem apresentar um documento conjunto para o plenário pedindo que vereador perca o cargo

Pedro Duran

Da CNN, no Rio

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O conselho de ética da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro vai se reunir na próxima segunda-feira (26) às 15h pra fazer uma representação formal contra o vereador Doutor Jairinho pedindo a cassação dele. Os sete membros do conselho devem apresentar um documento conjunto para o plenário pedindo que ele perca o cargo.

“O que eu pude analisar é que existe muita base, muita prova contra o vereador Jairinho. A tendência é que haja uma representação do conselho de forma unânime contra o vereador Jairinho”, disse o presidente do Conselho de Ética, Alexandre Isquierdo, em coletiva de imprensa depois da reunião dessa quarta-feira (21).

 Vereadores do Conselho de Ética da Câmara do Rio
Vereadores do Conselho de Ética da Câmara do Rio; vereador Isquierdo está ao centro
Foto: Pedro Duran/CNN

 

A última etapa do processo é a submissão da cassação ao plenário da Câmara. A votação final deve ser realizada entre 60 e 80 dias, mas os vereadores ouvidos pela CNN são categóricos quanto ao desfecho do processo, afirmam que o vereador perderá a cadeira e o gabinete e que a votação pode ter até unanimidade.

“O sentimento, que eu posso dizer de sentimento da casa, é que haverá uma grande maioria de votação a favor da cassação do vereador Jairinho tendo em vista o que está sendo divulgado na mídia e o que a gente já tem visto pelos autos do inquérito”, disse Isquierdo.

Os novos advogados de Jairinho disseram à CNN que querem estudar o inquérito pra elaborar uma estratégia. A CNN revelou que em mensagens enviadas aos colegas parlamentares, o vereador chamou as acusações de “loucura sem tamanho”. “Parte da mídia e o pai do Henry estão querendo retratar um perfil meu que todos que me conhecem, inclusive uns na câmara a (sic) mais de 20 anos, que sabem que é impossível de ser verdade”, disse ele no recado enviado em março, duas semanas depois da morte de Henry e duas semanas antes de ser preso. Os advogados que cuidavam do caso até esta semana sustentavam a inocência dele.

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Vereador Dr. Jairinho
Foto: Renan Olaz – 2.abr.2019/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

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