CPI ouvirá Wajngarten, Araújo, secretário do AM, Pfizer e União Química

Negociações por vacinas Coronavac, Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca e Sputnik V estão na pauta da comissão

Larissa Rodrigues, Guilherme Venaglia e Renato Barcellos, da CNN, em Brasília e em São Paulo

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia vai ouvir a partir da próxima semana nomes que ocuparam postos importantes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), representantes de órgãos da área da saúde e empresas farmacêuticas.

Foram confirmados os depoimentos de Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência; do ex-chanceler Ernesto Araújo; do secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo; e de representantes do Instituto Butantan, da Fiocruz, da Pfizer e da União Química.

Os nomes foram convocados a partir de requerimentos apresentados pelos senadores que compõem a CPI e foram aprovados de forma simbólica nesta quarta-feira (5). As sessões em que serão ouvidos acontecerão entre os dias 11 e 13 de maio.

Na terça-feira (11), a expectativa é elucidar a negociação do governo Bolsonaro para a compra da vacina da Pfizer e da BioNTech. A convocação de Fábio Wajngarten se dá após o secretário afirmar, em entrevista à revista “Veja”, que a compra do imunizante poderia ter acontecido com muitos meses de antecedência e que isso só não ocorreu porque as conversas “travaram no Ministério da Saúde”.

ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten
ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Junto com Wajgarten, serão ouvidos a atual presidente da Pfizer, Martha Dias, e seu antecessor no Brasil, Carlos Murillo. Inicialmente, a previsão era de que apenas Martha fosse convocada, mas o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou que a executiva não estava à frente da empresa no momento em que os fatos relatados pelo ex-secretário teriam acontecido.

Representantes das duas produtoras locais de vacina no Brasil hoje em funcionamento, a Fiocruz e o Instituto Butantan, falam na quarta-feira (12). A Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, é a parceira local da vacina de Oxford. Em nome da fundação, fala a sua presidente, Nísia Trindade. 

Depois é a vez do Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, parceiro local da chinesa Sinovac na produção da vacina Coronavac. O diretor-presidente do instituto, Dimas Covas, deve falar também da Butanvac, nova vacina que está em desenvolvimento no Butantan.

Na quinta-feira (13), o assunto vira para a pauta externa. Citado pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta como um dificultador das relações entre o Brasil e a China, o ex-chanceler Ernesto Araújo presta depoimento. A China é a fornecedora de quase a totalidade dos insumos de vacinas no Brasil, entre outros equipamentos, remédios e suprimentos de saúde.

O executivo Fernando Marques, presidente da farmacêutica União Química, deve encerrar a semana da CPI da Pandemia. A empresa brasileira é a representante local da vacina Sputnik V, desenvolvida pelos pesquisadores russos do Instituto Gamaleya.

Ainda sem data, serão ouvidos Marcellus Campêlo e José Paulo Marques dos Santos, secretário e secretário-executivo de Saúde do Estado do Amazonas. A falta de oxigênio para pacientes internados com Covid-19 no estado em janeiro deste ano é o ponto de partida do requerimento que deu origem à CPI da Pandemia.

Próximas sessões da CPI da Pandemia

Terça-feira (11)

  1. Fábio Wajngarten – Ex-secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República
  2. Martha Dias – Atual presidente da Pfizer Brasil
  3. Carlos Murillo – Ex-presidente da Pfizer Brasil

Quarta-feira (12)

  1. Nísia Trindade – Presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
  2. Dimas Covas – Diretor-presidente do Instituto Butantan

Quinta-feira (13)

  1. Ernesto Araújo – Diplomata e ex-ministro das Relações Exteriores
  2. Fernando Marques – Presidente da União Química

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