CPI vai discutir se notifica STF sobre possível prevaricação de Bolsonaro

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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O vice-presidente da CPI da Pandemia, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou nesta sexta-feira (25) que a comissão vai votar na próxima semana a possibilidade de notificar formalmente o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspeita do crime de prevaricação por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Randolfe fez a declaração em entrevista coletiva após o depoimento à comissão do deputado Luís Miranda (DEM-DF) e do irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda.

No testemunho, Luís Miranda afirmou aos senadores ter relatado ao presidente suspeitas de irregularidades na negociação da Covaxin, tendo ouvido, em retorno, que isso é “coisa do deputado Ricardo Barros”, em referência ao deputado do PP do Paraná, líder do governo na Câmara.

Senadores em coletiva de imprensa após sessão da CPI da Pandemia
Senadores em coletiva de imprensa após sessão da CPI da Pandemia (25.jun.2021)
Foto: Reprodução / CNN

 

“Mais grave que tudo isso, o presidente da República, ao ser comunicado do feito criminoso, relata ter suspeita do que se trata e de quem está operando. Estão dados todos os elementos do crime de prevaricação”, afirmou Randolfe.

Pelas redes sociais, Ricardo Barros afirmou não ter relação com as negociações pela Covaxin. “Não participei de nenhuma negociação em relação à compra das vacinas Covaxin. ‘Não sou esse parlamentar citado’. A investigação provará isso”, escreveu o deputado em sua conta no Twitter.

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