Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Delação premiada, depoimentos bombásticos e acareação: as promessas frustradas da CPMI do 8/1

    Colegiado aprovou mais de 180 requerimentos de convocação, mas apenas 20 depoimentos foram agendados. Ao fim, somente 18 pessoas falaram aos congressistas

    Como havia requerimentos coincidentes, foram 43 pessoas convocadas no total
    Como havia requerimentos coincidentes, foram 43 pessoas convocadas no total Pedro França/Agência Senado

    Renata AgostiniMarcos Amorozoda CNN

    em Brasília

    A CPMI do 8 de Janeiro chega ao final com uma vasta lista de promessas e expectativas frustradas.

    O colegiado aprovou mais de 180 requerimentos de convocação, mas apenas 20 depoimentos foram agendados.

    Ao fim, somente 18 pessoas falaram aos congressistas, já que dois depoentes obtiveram no STF o direito de não comparecer e nem sequer foram à comissão.

    Como havia requerimentos coincidentes, foram 43 pessoas convocadas no total.

    Destes, ficaram à espera de uma definição da cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito 23 depoimentos. Este é o número de pessoas que já tinham a convocação aprovada e simplesmente não foram chamadas.

    É o caso do ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Walter Braga Netto, que chegou a ter o depoimento agendado, mas houve um recuo por parte do presidente da comissão, deputado Arthur Maia (União-BA).

    Fica fora dessa conta o nome do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ouvido pelo colegiado em julho, teve um requerimento aprovado de uma nova convocação depois de assinar delação premiada com a Polícia Federal e, no fim, não foi reconvocado.

    A falta de foco dos governistas, que formaram maioria numérica na CPMI, fez com que muitos alvos fossem ventilados, mas pouco se traduzisse em oitivas e iniciativas do colegiado.

    Falou-se em convocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em promover uma acareação entre ele e Mauro Cid, em oferecer delação premiada ao ex-ajudante de ordens. Nada disso foi tirado do papel.

    Também ficou no plano das ideias o pedido de acesso aos relatórios de informações financeiras de Jair e Michelle Bolsonaro.

    A atuação do presidente do colegiado atrapalhou os planos dos aliados de Lula (PT). Arthur Maia advogava por um andamento dos trabalhos com “equilíbrio”, tentando contemplar os pleitos de situação e oposição.

    Desde agosto, não houve sessão deliberativa diante da falta de acordo entre governistas e oposicionistas.

    Com tudo isso, o saldo da CPMI aponta para um estoque de objetivos não cumpridos. O próprio plano de trabalho da relatora, Eliziane Gama, não foi realizado.

    A investigação sobre os financiadores dos atos, por exemplo, foi limitada. Só um suposto financiador foi ouvido, o proprietário rural Argino Bedin, conhecido como o “pai da soja”.

    Vídeo — Oposição na CPMI do 8 de janeiro quer pedir indiciamento de Gonçalves Dias e Dino