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    Depoimento de Torres é o mais esperado, diz relatora da CPMI do 8/1 à CNN

    Ex-ministro da Justiça falará à comissão nesta terça-feira (8)

    Tiago Tortellada CNN

    Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (7), a relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, Eliziane Gama (PSD-MA), comentou sobre o depoimento de Anderson Torres ao colegiado, previsto para esta terça-feira (8), o que classificou como “o mais esperado”.

    A senadora destacou o fato de que Torres era ministro da Justiça no fim do ano passado, ressaltando que os trabalhos da CPMI também estão focados nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2022.

    VÍDEO: Deputados debatem iminente depoimento de Anderson Torres à CPMI

    O 8 de janeiro não é um fato isolado em si, ele tem relação muito clara com manifestações de dezembro, onde, em torno de todas elas, circunda o questionamento do processo eleitoral”, ponderou.

    Assim, pontuou que o papel de Torres também era “muito preponderante” enquanto secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (DF), cargo que ainda ocupava no dia 8 de janeiro, quando houve as invasões às sedes dos Três Poderes.

    “Espero, inclusive, que ele possa estar respondendo às nossas perguntas. Estamos percebendo uma tática de alguns depoentes que vem à nossa comissão de manter o silêncio. A contribuição dele será fundamental para o objeto da comissão, que é o aprofundamento dessa investigação”, disse Gama.

    A senadora também afirmou que será importante “entender exatamente como se deu” o 8 de janeiro, o 12 de dezembro (quando houve tentativa de invasão à sede da Polícia Federal, em Brasília) e o 24 de dezembro (tentativa de atentado com bomba ao aeroporto de Brasília).

    Além disso, ainda segundo Gama, é necessário compreender “o porquê” de Torres ter viajado para os Estados Unidos antes do início das férias –e anteriormente ao 8 de janeiro–, e que ele “participou e acompanhou no momento da saída os alertas da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]”.

    Outras denúncias que serão investigadas são de possível tolerância por parte do “sistema de Segurança Pública” na tentativa de invasão à sede da PF e possível instrumentalização de órgãos que estão no escopo do Ministério da Justiça “em relação ao processo eleitoral”.

    A senadora pontuou ainda que há uma equipe grande trabalhando em informações recebidas durante o recesso parlamentar, como documentos de movimentação financeira obtidos graças a quebras de sigilo aprovados pela CPMI.

    Possível ordem de prisão

    À CNN, Eliziane Gama também explicou que, se Torres mentir, pode receber ordem de prisão –o que, segundo ela, será ressaltado a ele antes do depoimento.

    “Depoente não pode mentir na comissão. Pode ficar em silêncio, mas, mentir, não. Nesse sentido, a mentira é passível de prisão”, pontuou, avaliando que já houve tolerância em outros momentos, mas que “não pode ser repetitiva, pois acaba vulgarizando os trabalhos da comissão”.

    Por fim, ela comentou sobre a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ministério da Justiça, Flávio Dino, compartilhe imagens do 8 de janeiro.

    Ela observou que os arquivos serão importantes, destacando que Flávio Dino foi ao STF porque não quis transgredir uma súmula que impede todos os processos que estão em diligência de serem compartilhados.