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    Deputados que apoiaram Lira assumem cargos destinados a siglas aliadas de Baleia

    Duas das vagas destinadas a este grupo - entre membros titulares e suplentes - ficaram com deputados que estiveram ao lado do novo presidente da Câmara

    Resultado mostrou força política de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara
    Resultado mostrou força política de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

    Fernando Molicada CNN

    O resultado da eleição para as demais vagas da mesa diretora da Câmara dos Deputados mostrou a força de Arthur Lira (PP-AL) mesmo entre partidos que formalmente apoiaram Baleia Rossi (MDB-SP). 

    Duas das vagas destinadas a este grupo – entre membros titulares e suplentes – ficaram com deputados que estiveram ao lado do novo presidente da Câmara em sua campanha.

    O PSDB foi obrigado por sua direção nacional a apoiar Baleia, mas sua bancada indicou para a vaga do partido na mesa a deputada Rose Modesto (MS), que ficara ao lado de Lira. Ela é a nova terceira-secretária da Câmara. 

    Pelo acordo fechado na terça-feira (2), partidos aliados de Baleia teriam duas suplências na mesa, destinadas ao PDT e ao PSB. Os socialistas indicaram Marcelo Nilo (BA), mas Cassio Andrade (PA), filiado ao partido mas adepto de Lira, lançou-se como candidato avulso e acabou sendo eleito – teve 202 votos contra 172 do colega de bancada. O PSB esteve dividido durante toda a campanha pela presidência da Câmara.

    Na terça, o grupo de Lira havia se comprometido a orientar os partidos a votar nos candidatos oficiais, indicados pelas legendas que tinham se aliado a Baleia. Irritado com a derrota de Nilo, o deputado Alessandro Molon (RJ), ex-líder do PSB, foi ao microfone do plenário reclamar do que considerou quebra de acordo.

    Também houve surpresa no PT. A candidata avulsa Marília Arraes (PE) derrotou o oficial, João Daniel (SE), na disputa que foi ao segundo turno. Na segunda-feira (1º), ela avisou o partido que iria disputar vaga na mesa – o partido, então, desistiu de lançar Afonso Florence (BA) para evitar uma divisão. O grupo de Lira articulava orientar o voto em Marília contra Florence. 

    Com a cassação do bloco de Baleia, a mudança na distribuição dos cargos na mesa e a necessidade de nova eleição, houve uma rearrumação de forças no PT, que optou por João Daniel. Marília, porém, concorreu como avulsa e acabou levando a vaga.