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    Dino diz que polícia poderá prender manifestantes inclusive em frente a quartel

    "Faço questão de reiterar que as pessoas que participaram destes eventos, que neste momento ainda estão em flagrante, estejam onde estiverem, serão presas. Se estarão na frente, perto ou ao lado do quartel, pouco importa porque, tecnicamente, estão em flagrante", afirma ministro da Justiça

    Reprodução/CNN

    Sofia Aguiar, Eduardo Gayer, Iander Porcella e Thaís Barcellos, do Estadão Conteúdo

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou neste domingo (8) que a determinação é que as prisões em flagrante continuem ocorrendo.

    Segundo ele, a Polícia prenderá manifestantes radicais que estão nas redondezas do Quartel do Exército em Brasília.

    Conforme pontua, as penas podem ultrapassar os 20 anos de reclusão.

    “Faço questão de reiterar que as pessoas que participaram destes eventos, que neste momento ainda estão em flagrante, estejam onde estiverem, serão presas. Se estarão na frente, perto ou ao lado do quartel, pouco importa porque, tecnicamente, estão em flagrante”, disse Dino em coletiva de imprensa na noite deste domingo (8).

    Segundo ele, as pessoas que participaram dos atos “terroristas”, conforme classifica, ainda estão em flagrante porque “acabaram de cometer crimes”.

    De acordo com Dino, a partir de amanhã, as pessoas que estão em outros Estados, financiaram, instigaram ou celebraram os atos radicais não estarão mais em flagrante. Contudo, as medidas judiciais também serão aplicáveis.

    “Os que incitaram ataques que não estão em flagrante, serão todos identificados, um a um”, garantiu o ministro, citando os ônibus que vieram para Brasília, desde o local de partida, lista de passageiros, até financiadores. “Quem financia crime, criminoso é”, afirmou.