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    Discurso de Lula contra ataques de Israel é visto no Planalto como freio a barbaridades

    Auxiliares da presidência endossam posição de Lula e avaliam que ele está alinhado com crescentes críticas da comunidade internacional ao governo israelense

    Lula na 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia
    Lula na 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na 17/02/2024REUTERS/Stringer

    Basília Rodriguesda CNN

    A posição crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos ataques de Israel na Faixa de Gaza, independentemente das repercussões negativas, veio para ficar sem mudança no tom, de acordo com auxiliares da presidência ouvidos pela CNN.

    A avaliação é de que as declarações de Lula têm amplo alcance e mobilizam outros países a cobrarem Israel pelo fim da guerra. Dessa forma, o que Lula diz pressionaria o governo israelense a recuar do cometimento do que integrantes do Planalto veem como “barbaridades contra os palestinos” e comprovados crimes de guerra.

    Neste fim de semana, Lula irritou israelenses e opositores de seu governo no Brasil ao comparar a situação de palestinos em Gaza a morte de judeus pelo governo nazista de Adolf Hitler.

    “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula.

    Ele não citou a palavra “holocausto” mas a expressão foi uma das que mais repercutiram neste fim de semana, na internet, após o discurso.

    Em defesa do presidente, ministros e lideranças de governo afirmam que o presidente também já condenou o Hamas e classificou os atos de terroristas. Mas que, nem por isso, deixará de condenar os excessos de Israel, o que não teria por intuito banalizar a dor de judeus, vítimas de Hitler na 2ª Guerra Mundial.

    Auxiliares de Lula destacam que o presidente já esteve reunido com familiares de reféns israeleses e fez gestões pela soltura deles, mais de uma vez. “Coisa que eu não sei se o Netanyahu fez”, afirmou uma fonte do governo Lula contra o primeiro-ministro de Israel. Além disso, desde o início da guerra, Lula conversou duas vezes por telefone com o presidente israelense, Isaac Herzog.

    O presidente retorna da viagem à África. O Planalto ainda não divulgou a agenda oficial de compromissos desta segunda-feira (19). Como de costume, Lula deve abrir a semana com reuniões com os ministros do Planalto, Rui Costa, Paulo Pimenta e Alexandre Padilha para análise da viagem, repercussões e pauta da política no Brasil.