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    Em minoria na CPMI, oposição já admite derrotas e se reúne para discutir estratégia final

    Bolsonaristas admitem dificuldade em aprovar requerimento para ouvir ex-comandante da Força Nacional

    CPMI - 8 de janeiro - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Atos de 8 de janeiro de 2023
    CPMI - 8 de janeiro - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Atos de 8 de janeiro de 2023 Geraldo Magela/Agência Senado

    Jussara Soaresda CNN

    em São Paulo

    A oposição se reúne na tarde desta quarta-feira (27) para definir uma estratégia nesta reta final da CPMI do 8 de janeiro.

    Em minoria no colegiado, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitem a dificuldade de aprovação do requerimento de Sandro Augusto Queiroz, coronel que comandava a Força Nacional no dia dos ataques às sedes dos Três Poderes.

    A oposição sabe da dificuldade de ter o pleito atendido. Mas, a essa altura, o plano é fazer das derrotas elementos de uma narrativa para tentar desqualificar o resultado das apurações do colegiado.

    Durante o depoimento do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, senadores e deputados deixaram de fazer perguntas e passaram a usar o tempo para questionar o próprio resultado da comissão.

    Bolsonaristas, inclusive, já trabalham em um texto alternativo ao relatório que será apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSB-MA).  À CNN, em conversas reservadas, eles admitem que o texto de Eliziane deverá ser aprovado. Mesmo assim, vão entregar um relatório paralelo para marcar posição.

    A oposição também vai pressionar o presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA), a não votar mais nenhum requerimento e encerrar a comissão caso o requerimento para ouvir Sandro Augusto Queiroz não seja aprovado.

    Paralelamente, parlamentares falam em pedir a prorrogação dos trabalhos sob a alegação de que a CPMI resistiu em fazer investigação imparcial ao não ouvir, por exemplo, integrantes do Ministério da Justiça.

    Nos últimos dias, governistas passaram a insistir na convocação dos ex-comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica após vir a público trecho da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro, no qual cita que o ex-presidente se reuniu com a cúpula militar para discutir uma proposta de golpe.

    O então comandante da Marinha, Almir Garnier, teria se colocado a favor do plano.

    Arthur Maia tem dito que só votará requerimentos para ouvir os ex-comandantes se a CPMI também apreciar a convocação do ex-chefe da Força Nacional.

    A previsão é que os pedidos para novos depoimentos sejam votados na sessão de quinta-feira (28). “Se não aceitarem votar a convocação do Coronel Sandro, é perda de tempo, porque não colocarei mais nada para votar”, disse Maia.