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    Em reunião ministerial, Lula confirma que governo vai lançar novo PAC no começo de julho

    Presidente disse que novo programa em reunião com líderes das pastas nesta quinta-feira (15)

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abertura de reunião ministerial
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abertura de reunião ministerial Reprodução CNN

    Lucas Schroederda CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, durante a reunião ministerial desta quinta-feira (15), que o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será lançado em algumas semanas.

    Ao lado de boa parte dos líderes das pastas do governo federal, Lula abriu a reunião citando a volta do programa, que foi lançado duas vezes, em 2007 e 2010, durante sua primeira passagem na Presidência.

    “Nós temos que lançar agora, no começo de julho, um novo programa de desenvolvimento”, declarou o presidente.

    Lula afirmou que o programa também deve mesmo ser chamado de PAC 3 – anteriormente, o presidente tinha dito que gostaria de evitar esse nome.

    “Está difícil de encontrar outro nome, acho que vai ser PAC 3 mesmo, porque é um nome que já está consolidado junto a uma parte da sociedade, junto a quem trabalha na área de investimento público de construção civil”, confirmou.

    Na terça-feira (13), Lula já havia indicado, em live semanal conduzida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que o PAC seria anunciado a partir de 2 de julho.

    “Como tínhamos uma quantidade enorme de políticas públicas que tinham dado certo, a gente resolveu recriar essas políticas públicas. A partir do dia 2 de julho, vamos lançar um grande programa de obras, um grande programa para o desenvolvimento nacional, com obra de infraestrutura em todas as áreas”, disse Lula na ocasião.

    O novo PAC

    O programa tem como ponto de partida uma lista de 499 obras e projetos apresentados pelos 27 governadores em uma reunião com Lula em janeiro. Cada estado levou ao Palácio do Planalto uma relação de empreendimentos prioritários a serem considerados no novo programa.

    Nas últimas semanas, houve um “afinamento” entre as demandas dos estados e as prioridades definidas pelo governo federal. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e sua equipe técnica já se reuniram com governadores para chegar a uma agenda comum.

    A governança do novo programa de investimentos prevê diferentes instâncias decisórias. No topo, há um conselho gestor formado por quatro ministros: Rui Costa, Simone Tebet, Fernando Haddad (Fazenda) e Esther Dweck (Gestão e Inovação).

    O plano contará com mais de mil projetos e terá sete eixos de atuação: transportes, transição e segurança energética, infraestrutura urbana, infraestrutura social, inclusão digital e conectividade, água para todos e defesa.

    Maurício Muniz afirma que uma das responsabilidades do novo plano de investimentos em infraestrutura será colaborar com a política de “neoindustrialização” do país.

    Por isso, a intenção do governo é restabelecer a exigência de conteúdo nacional em projetos enquadrados no plano. De certa forma, trata-se de uma retomada de algo que já havia nas primeiras versões do PAC — quando havia percentuais mínimos a serem cumpridos para o fornecimento de itens “made in Brazil”.

    Segundo o secretário da Casa Civil, estão em estudo exigências de conteúdo nacional em áreas como saúde, defesa, energia (placas fotovoltaicas e componentes eólicos), infraestrutura (material rodante e maquinário).

    Com informações de Daniel Rittner e Danilo Moliterno