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    Governo Lula exonera Anderson Torres do conselho fiscal da Caixa Loterias

    Exoneração ocorreu após o ataque aos Três Poderes, ocorrido no último domingo (8); Torres é investigado por sua atuação em relação aos atos criminosos

    Isac Nóbrega/PR

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres do conselho fiscal da Caixa Loterias. O processo foi finalizado na última terça-feira (10), segundo a Caixa Econômica Federal.

    A exoneração acontece após o ataque aos Três Poderes, ocorrido no último domingo (8). Torres é investigado por sua atuação à frente da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal — que era responsável pela área tomada pelos atos criminosos.

    O ex-ministro foi retirado do conselho antes de a Polícia Federal (PF) divulgar que havia encontrado uma minuta de decreto para interferência no resultado das eleições em sua casa. A proposta foi revelada na última quinta-feira (12).

    A saída de Torres do conselho fiscal foi oficializada por meio de uma assembleia extraordinária de acionistas. Ele havia assumido o cargo em março de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

    O conselho fiscal, órgão permanente de fiscalização, é formado por três nomes efetivos e respectivos suplentes. Um dos membros é indicado pelo governo federal, como representante do Tesouro Nacional; e os outros dois, pelo acionista controlador.

    Anderson Torres é preso

    O ex-ministro Anderson Torres chegou ao Brasil no sábado (14), após viagem aos Estados Unidos, e foi preso pela Polícia Federal.

    Torres foi levado ao 4º Batalhão da Polícia Militar (PM), no Guará, uma região administrativa da capital federal. No local, ele passou por audiência de custódia. A PF confirmou à CNN que ele deve permanecer preso até nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Na segunda-feira (9), pelo Twitter, o ex-secretário publicou um pronunciamento dizendo que foi “surpreendido pelas lamentáveis cenas” em Brasília durante seu “segundo dia de férias”.

    “Lamento profundamente que sejam levantadas hipóteses absurdas de qualquer tipo de conivência minha com as barbáries que assistimos. Estou certo de que esse execrável episódio será totalmente esclarecido, e seus responsáveis exemplarmente punidos”, escreve o comunicado.

    Fotos: Danos causados às sedes dos Três Poderes