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    Governo terá “cães de guarda” para melhorar relação com o Congresso Nacional

    Palácio do Planalto decidiu escalar assessores ministeriais para monitorar, em cada pasta, execução orçamentária e nomeações em cargos comissionados

    Gustavo Uribeda CNN

    Brasília

    O governo federal decidiu escalar assessores ministeriais para monitorar a execução orçamentária e a nomeação em funções comissionadas em cada uma das pastas da Esplanada dos Ministérios.

    Os apelidados “cães de guarda” atuarão em contato direto com a articulação política do Palácio do Planalto, em um esforço de para agilizar o cumprimento de acordos feitos com o Congresso Nacional.

    A iniciativa é uma tentativa de melhorar a relação com o Congresso Nacional no retorno do recesso parlamentar, em agosto.

    A articulação política foi, no primeiro semestre, uma das reclamações do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

    O monitoramento de perto das demandas parlamentares foi uma decisão tomada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, após uma análise feita, nas últimas semanas, sobre formas de melhorar a relação com a Câmara e o Senado.

    O Palácio do Planalto também decidiu escalar assessores do governo que ficarão responsáveis por cada uma das bancadas estaduais. Eles serão como interlocutores do Poder Executivo para identificar e solucionar eventuais gargalos.

    Desde o início do ano, partidos de centro têm reclamado do ritmo de liberação das emendas parlamentares e a nomeação de cargos de segundo e terceiro escalões.

    Com a aprovação na Câmara dos Deputados tanto do arcabouço fiscal como da reforma tributária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu fazer uma reformulação no primeiro escalão.

    A reforma ministerial, que deve ser promovida até o final de agosto, deve incluir indicados do PP e do Republicanos, que apoiaram a gestão de Jair Bolsonaro.