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    Ida de Lula à China tem alta relevância para interesses do Brasil, diz professor

    À CNN Rádio, Leonardo Trevisan afirmou que, neste momento, a China busca “marcar posição” ao se aproximar de vários atores internacionais

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

    Amanda Garciada CNN

    A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China tem “relevância alta para os interesses brasileiros”, de acordo com o professor de relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan.

    Lula embarcou na manhã desta terça-feira (11) e cumprirá agenda no território chinês, incluindo um encontro com o presidente Xi Jinping.

    À CNN Rádio, Trevisan afirmou que a China “está se mexendo”, ao receber “vários atores internacionais”, para marcar sua posição.

    “Acho interessante notarmos a rapidez com que foi remarcada a viagem do presidente Lula, é um sinal de interesse”, disse.

    A intenção da viagem, segundo ele, é justamente para que se aproveite esse interesse.

    “Há objetivos claros e concretos, como a oportunidade de instalação de fábrica de carros elétricos na antiga planta industrial da Ford e venda de 20 aviões 190 da Embraer”, completou.

    Nesse contexto, “a China quer fincar posição, buscar petróleo aqui, sem contar no aspecto segurança alimentar, já que o Brasil é grande exportador de soja e minério de ferro.”

    Na avaliação do professor, a “cereja do bolo” é a possibilidade de o Brasil “ser chamado para participar da configuração que vai redesenhar o mapa de poder do mundo pós-guerra da Ucrânia”, seja após declaração de paz ou consolidação do conflito.

    Ao mesmo tempo, Trevisan destaca que o Brasil “não pode ser dependente de um lado só”, neste momento em que tanto China, quanto Estados Unidos manifestam interesse no país.

    “O Brasil tem muitas vantagens a ganhar ao não participar desse confronto”, reforçou.

    O professor disse ainda que “não estamos interessados numa briga de tamanho de gigantes, a política externa brasileira nunca teve essa postura”.