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    Eleições 2022

    Indecisos no Sudeste e abstenções podem definir eleições, analisam especialistas

    À CNN, cientistas políticos Carlos Ranulfo e Bruno Bolognesi comentam sobre essa faixa eleitoral na última semana de campanha

    Eleição 2022
    Eleição 2022 Rovena Rosa/Agência Brasil

    Marcello Sapioda CNN

    A faixa de eleitores indecisos e abstenções são as faixas da população que podem definir as eleições, segundo os cientistas políticos Carlos Ranulfo e Bruno Bolognesi. Os dois foram entrevistados pela CNN neste domingo (23).

    Para Ranulfo, o Sudeste é a região que mais precisa ser explorada pelos candidatos nesta última semana de campanha.

    “É possível ganhar votos dos indecisos. Essa faixa, que é uma faixa pequena, é a que tem que ser atingida. E, no Sudeste, os indecisos podem decidir as eleições, já que nas outras regiões o quadro está muito estabilizado.”

    “É muito difícil que Bolsonaro diminua a diferença no Nordeste. Centro-Oeste e Sul, Bolsonaro ganha. No Norte há um empate, mas o eleitorado é muito pequeno. Então sobra o Sudeste”, disse.

    Ele ainda destacou a importância do estado de Minas Gerais para o resultado.

    “Em Minas Gerais, Lula ganhou no primeiro turno, e por isso a investida de Bolsonaro lá. Dado o equilíbrio que as campanhas mostram, quem ganhar em Minas tem grandes chances de ganhar no Brasil”, concluiu.

    Já para Bruno Bolognesi, as abstenções de voto podem favorecer a campanha de Jair Bolsonaro, mas ele citou dificuldades para a campanha nesse quesito.

    “A abstenção tende a favorecer Bolsonaro, porque quem se abstém mais nas eleições são normalmente os eleitores de baixa renda e baixa escolaridade, que tendem a votar no Lula. Então, sim, ela pode favorecer o Bolsonaro, mas ela também pode prejudicar, já que ele precisa converter muito voto”, disse.

    Bolognesi também analisou a ação da gratuidade dos transportes públicos no dia da eleição. Mesmo elogiando a iniciativa, o especialista diz não acreditar que ela altere o cenário eleitoral.

    “Eu acho a iniciativa louvável – qualquer iniciativa para facilitar a participação do eleitor me parece muito razoável -, mas eu não acho que isso tenha um potencial de mudar o resultado”, finalizou.

    Galeria: Veja quem já declarou apoio a Lula e Bolsonaro no segundo turno das eleições