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    Lula reunirá ministros do STF em jantar para estreitar diálogo com a Corte

    O encontro, chamado sob a justificativa de uma celebração de fim de ano, será realizado na casa do presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso

    Thais Arbexda CNN

    Brasília

    Na perspectiva de estreitar o diálogo com o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai reunir os ministros da Corte em um jantar na próxima terça-feira (19).

    O encontro, chamado sob a justificativa de uma celebração de fim de ano, será realizado na casa do presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso. A informação foi antecipada pelo jornal “O Globo” e confirmada pela CNN.

    Todos os ministros do Supremo foram convidados, inclusive Flávio Dino, que teve seu nome aprovado pelo Senado na última quarta-feira (13).

    A expectativa entre os integrantes da Corte, segundo apurou a CNN, é que os 11 compareçam, inclusive André Mendonça e Nunes Marques, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Em caráter reservado, aliados de Lula afirmam que a ideia do presidente é estabelecer e consolidar contato direto com cada ministro.

    Neste cenário, o mandatário do Palácio do Planalto deve reatar pontes com os que perdeu a interlocução – caso de Dias Toffoli – e estabelecê-las com quem ainda não têm diálogo, principalmente com André Mendonça. No caso de Nunes Marques, já existe uma aproximação em curso.

    Em meados de novembro, Lula ligou para Nunes Marques para avisá-lo que o juiz João Carlos Mayer Soares seria nomeado para o cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Mayer Soares era apoiado pelo ministro.

    Mais recentemente, num gesto ao Palácio do Planalto, Nunes Marques pediu vista – mais tempo para analisar o caso – do julgamento que analisa a constitucionalidade da Lei das Estatais, que veda a participação de políticos nessas empresas.

    De acordo com o regimento interno do Supremo, o caso volta à pauta do plenário do Supremo em 90 dias.

    O jantar chamado por Lula também acontece no momento em que o Supremo deve ser acionado a respeito de dois temas caros ao governo: a derrubada dos vetos presidenciais do marco temporal e da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia.

    A expectativa no Planalto é que o tribunal reverta as decisões do Congresso.