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    Lula se coloca contra teto de gastos e diz que regra ‘controla benefícios do pobre’

    Petista também se diz convencido sobre a aliança com Alckmin e afirma que ex-governador pode atrair eleitorado que não votaria no PT

    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 26/03/2022REUTERS/Ian Cheibub

    Da CNN

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    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (7), ser contra o teto de gastos e que ele representaria um controle de benefícios dos mais pobres. A declaração foi dada em entrevista à rádio Jangadeiro BandNews de Fortaleza, no Ceará.

    Questionado sobre um jantar entre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e empresários em São Paulo, nesta semana, além de suas opiniões sobre teto de gastos e empresas estatais, Lula afirmou ter a intenção de “voltar a fazer política de distribuição de renda, acabar com a fome no país e com o desemprego”. Na sequência, citou o teto de gastos.

    “Nós somos contra o controle do teto de gastos. Esse negócio de controlar gastos é para controlar o dinheiro de benefícios para o pobre. É não investir em saúde, é desmontar a educação, é não investir em ciência e tecnologia, para não pagar juros da dívida? Não. Nós precisamos pagar primeiro a dívida que temos com o povo pobre, trabalhador. Nós temos que garantir ao povo que eles vão tomar café de manhã, almoçar e jantar todo santo dia”, disse Lula.

    Alckmin é gesto a eleitorado não-petista, diz Lula

    Em outro trecho da entrevista, Lula disse que o PT tem “condições concretas de ganhar as eleições” e confirmou seu nome para a disputa de outubro. “Vou definir minha candidatura neste mês de abril, vou lançar a candidatura, vou fazer aliança com outros partidos políticos e vou viajar pelo Brasil”, declarou.

    O pré-candidato do PT também se disse “convencido” sobre a aliança com o ex-rival Geraldo Alckmin e o PSB, confirmando que o ex-governador de São Paulo deverá ser o vice-presidente em sua chapa – uma reunião nesta sexta-feira (8) entre os partidos deve definir os detalhes da aliança.

    “Estou convencido na aliança com o Alckmin, a aliança com o PSB. Amanhã é a reunião para o PSB propor ao PT o Alckmin como vice. Obviamente que, ao receber essa proposta, o PT vai convocar uma reunião do seu diretório nacional e vai fazer essa discussão. Eu penso que logo, logo estará definido”, disse Lula.

    “Eu acho que o Alckmin será um gesto e uma contribuição de uma parcela da sociedade que não é petista, e de uma parcela da sociedade que não votaria em mim, para que a gente possa ganhar as eleições e montar a estrutura para que a gente possa recuperar o nosso Brasil”, complementou.

    Lula também contrapôs Alckmin, seu opositor e candidato derrotado pelo petista nas eleições presidenciais de 2006, e o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). Segundo o pré-candidato do PT, Bolsonaro se “comporta como um inimigo”.

    “Alckmin é um homem que tem experiência, foi governador de São Paulo, foi opositor a mim, tivemos divergências, mas não fomos inimigos. Porque essa é a divergência básica entre uma divergência política e um inimigo. O Bolsonaro não é um adversário, ele se comporta como um inimigo, com muita agressividade, e eu acho que você pode fazer política e conviver com adversários democraticamente e na diversidade”, disse Lula.

    Eleições 2022

    A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

    (Publicado por Marcelo Tuvuca)

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