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    Manuela d’Ávila denuncia novos ataques que incluem filha de seis anos

    Ex-deputada federal divulgou ameaças em suas redes sociais e afirmou que ser mulher pública no Brasil é ser “ameaçada permanentemente”

    Manuela d'Ávila, filiada ao PCdoB. (28.out.2018)
    Manuela d'Ávila, filiada ao PCdoB. (28.out.2018) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Marcello Sapioda CNN

    A ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) denunciou na segunda-feira (1º) novos ataques sofridos pela internet. Em sua conta no Instagram, ela divulgou mensagens com ameaças sexuais que incluem como alvo sua filha Laura, de seis anos, e sua mãe.

    Em texto que acompanha a denúncia, ela escreve que “ser uma mulher pública no Brasil é ser ameaçada permanentemente”.

    “É escolher um lugar para o medo, outro para a coragem, outro lugar pro fingir ignorar. Ser mulher pública é conviver com a ameaça de estupro como correção pela coragem, com a ameaça de morte como silenciador. Ser mulher pública é ouvir de muitos que não aguentariam nem metade que tá tudo bem, que é assim mesmo. Como se fosse o preço a pagar por estar num lugar que não é o nosso, que não é pra nós. Essa é mais uma das ameaças que eu, minha filha e também minha mãe sofremos”, afirma.

    Candidata a vice-presidente nas eleições de 2018 e a prefeita de Porto Alegre em 2020, Manuela d’Ávila anunciou em maio que não seria candidata a nenhum cargo nas eleições de 2022.

    Em nota, o PCdoB classificou os ataques como “algo abominável”.

    “A violência política é inadmissível em uma sociedade que se afirma democrática. O debate de ideias deve acolher as divergências e as suas manifestações de forma respeitosa. Receber de forma reiterada ameaças contra si, mas também contra sua filha e sua mãe é algo abominável”, diz o partido.

    Ainda segundo o partido, as instituições do Estado deveriam atuar para coibir “essa forma vil de violência”.

    “O PCdoB reafirma sua luta cotidiana pelo fim da violência política; principalmente a violência política de gênero, que têm crescido no país estimulada pela misoginia de governantes que atacam mulheres com papel de destaque político, sem qualquer tipo de responsabilização. Exigimos das instituições do Estado brasileiro que atuem para responsabilizar o autor das ameaças contra Manuela”, afirma trecho da nota.

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