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    MP pede condenação de Kalil por nomear irmão de mulher com quem manteve relacionamento

    Agora ex-servidor é irmão de Fernanda Amarante Guimarães, com quem Kalil manteve um relacionamento amoroso entre 2011 e 2012

    Alexandre Kalil
    Alexandre Kalil Prefeitura de Belo Horizonte

    Marcos Guedesda CNN

    São Paulo

    O Ministério Público de Minas Gerais pediu a condenação do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), por nepotismo. Ele é acusado de nomear, para um cargo comissionado, em 2020, Marcelo Amarante Guimarães. O agora ex-servidor é irmão de Fernanda Amarante Guimarães, com quem Kalil manteve um relacionamento amoroso entre 2011 e 2012.

    A CNN teve acesso à ação de improbidade administrativa proposta pela 17° Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público assinada pelo promotor de justiça Leonardo Duque Barbabella. Além da condenação, o MP estipula o valor de R$ 960 mil à causa. A soma corresponde aos salários de Marcelo e também a uma parte dos rendimentos de Kalil.

    De acordo com o MP, a tese de nepotismo se dá devido ao fato de Fernanda ter sido nomeada, em maio de 2017, para um cargo na assessoria jurídica do gabinete do próprio prefeito de Belo Horizonte.

    Três anos depois, Kalil nomeou o irmão de Fernanda Amarante, Marcelo Amarante Guimarães, para outro cargo comissionado, porém na administração indireta, na Fundação de Parques e Zoobotânica de BH.

    Durante a fase de inquérito, que tramitou sob sigilo, Fernanda prestou depoimento e contou que conheceu Kalil durante o período em que trabalhou em uma das empresas dele. Ela disse que foi nomeada depois do relacionamento que manteve com o ex-chefe do executivo da capital mineira e que não tinha nenhum parente trabalhando na prefeitura à época de sua nomeação.

    De acordo com dados da transparência da prefeitura de Belo Horizonte, Fernanda segue ativa como servidora comissionada. Marcelo também foi ouvido pelo MP e contou que foi nomeado em outubro de 2020 para cargo de veterinário do Parque Municipal Américo René Gianetti.

    No depoimento, ele  confirmou que sua irmã foi namorada de Kalil e que conheceu o ex-prefeito na mesma época do relacionamento. Ele também é alvo da ação.Alexandre Kalil foi citado para prestar depoimento, mas não foi ouvido no inquérito. Ainda não há decisão judicial sobre o caso.

    Respostas

    Kalil foi procurado via assessoria de imprensa, mas não comentou o caso. A reportagem enviou um pedido de esclarecimento para a prefeitura de Belo Horizonte, mas até o momento da publicação da reportagem, não teve resposta. Marcelo e Fernanda foram procurados por e-mail e até o momento também não responderam.