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    Omar Aziz sobre comboio militar em Brasília: ‘Não pode passar impune’

    Presidente da CPI fez pronunciamento antes do início da sessão que ouve o coronel da reserva Helcio Bruno; desfile militar passou pela Esplanada dos Ministérios

    Bia Gurgel e Rafaela Lara, da CNN, em Brasília e em São Paulo

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    O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), abriu a sessão que ouve o general Helcio Bruno com um pronunciamento sobre o desfile militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A exibição militar aconteceu poucos minutos antes do início da sessão da CPI e no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados votará a PEC do voto impresso em plenário. 

    Para Aziz, o desfile militar “não pode passar impune” e é um “ataque à democracia”. “Bolsonaro imagina com isso estar mostrando força, mas na verdade es´ta evidenciando toda a fraqueza de um presidente acuado pelas investigações de corrupção, inclusive desta CPI, e pela incompetência administrativa que provaca mortes, fome e desemprego em meio a um pandemia ainda sem controle”, disse Omar.

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ministro da Defesa, general Braga Netto, e outras autoridades assistiram ao evento. 

    Em nota emitida nesta terça-feira (9), a Marinha do Brasil confirmou a realização da Operação Formosa 2021 e afirmou que 14 viaturas ficarão em exposição durante essa terça-feira, em frente ao prédio da Marinha na Esplanada dos Ministérios.

    O evento, segundo a Marinha, foi planejado antes da agenda para a votação da PEC do voto impresso no plenário da Câmara dos Deputados, “não possuindo relação com a mesma, ou qualquer outro ato em curso nos Poderes da República”.

    Para Aziz, Bolsonaro cria uma “encenação, uma coreografia, para mostrar que tem o controle das Forças Armadas e pode fazer o que quiser com o país”. “É um absurdo inaceitável. Não é um teatro sem consequências, mas um ataque frontal à democracia que precisa ser repudiado.”

    Ao comentar o papel das Forças Armadas na democracia brasileira, o presidente da CPI afirmou que os militares devem defendê-la e “não ameaçá-la”. “Desfiles como esse serviriam para mostrar força para conter inimigos externos que ameaçassem nossa soberania, o que não é o caso. As Forças Armadas jamais podem ser usadas para intimidar sua população, seus adversários, atacar a oposição legitimamente constituída. Não há nenhuma previsão constitucional para isso.”

    Durante o pronunciamento, Aziz afirmou que Bolsonaro “em apenas dois anos e meio de mandato” colocou o país em “situação vexatória, degradou as instituições e rebaixou as Forças Armadas, formada em sua grande maioria por homens sérios e honrados, como pude presenciar de perto no meu Amazonas”.

    PEC do voto impresso

    Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, prevista para ser votada ainda nesta terça-feira (10), Aziz afirmou que a proposta não passará. “Não haverá voto impresso, não haverá nenhum tipo de golpe contra a nossa democracia — as instituições, com Congresso à frente, não deixarão que isso aconteça.”

    A PEC do voto impresso já foi negada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na última sexta-feira (6), por 23 votos a 11. A Comissão Especial tem caráter consultivo – e não terminativo, e, por isso, o tema foi levado ao plenário pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). 

    “A democracia tem instrumentos para defender a própria democracia contra arroubos golpistas. Agressões à Constituição não são legítimas. Defender golpe não é aceitável. E defender o fim da democracia precisa ser punido com o rigor da lei. Nós, os democratas, estamos aqui a postos para defender a democracia e o nosso país com os instrumentos que a Constituição nos confere”, finaliza Aziz.

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