Para evitar críticas, líderes petistas defendem programa de governo enxuto

Avaliação é de que Lula já é conhecido e que, por isso, não precisaria de um plano de intenções detalhado; para petistas, ex-presidente deveria se inspirar em discurso de Tancredo Neves em 1985

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletiva em Brasília
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletiva em Brasília Foto: Reuters

Gustavo Uribe

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Para evitar dar munição eleitoral a partidos adversários, um grupo de dirigentes petistas tem defendido que o programa eleitoral do partido para as eleições presidenciais deste ano seja enxuto.

Na avaliação de lideranças da legenda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já é conhecido pela população brasileira, o que poderia eximi-lo de apresentar uma espécie de plano detalhado de intenções para a eleição deste ano.

Além disso, eles argumentam que, na dianteira nas pesquisas eleitorais, o petista será alvo prioritário de ataques e, por isso, deve evitar dar munição eleitoral para adversários. Eles lembram do ocorrido em 2014, com a campanha eleitoral da então candidata Marina Silva.

Em primeiro nas pesquisas eleitorais, a então presidenciável apresentou um plano de governo detalhado, que foi explorado por adversários, como pelo próprio PT, para criticar a sua candidatura.

Para líderes petistas, o ideal é que Lula faça um plano de governo genérico que adote um discurso semelhante ao do ex-presidente Tancredo Neves na disputa do colégio eleitoral de 1985, quando foi eleito presidente.

Na época, o discurso do então candidato do MDB era de se apresentar como uma alternativa de conciliação, que reunia forças políticas de diferentes posturas ideológicas contra o retrocesso dos últimos anos. Na época, ele fazia referência ao período da ditadura militar.

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