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    Para vaga na PGR, Gonet agradou mais a Lula do que Bigonha, dizem aliados

    Segundo interlocutores, o presidente disse ter ficado “mais bem impressionado” com Gonet, que tem os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes como apoiadores

    Vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet
    Vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Alejandro Zambrana/Secom/TSE

    Thais Arbexda CNN

    Brasília

    Às vésperas do fim do mandato de Augusto Aras no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confidenciou a aliados que a conversa com o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, o agradou mais do que a que teve com o subprocurador-geral da República Antônio Carlos Bigonha.

    Lula recebeu no Palácio do Planalto, na semana passada, os dois principais cotados para suceder Aras.

    Segundo interlocutores, o presidente disse ter ficado “mais bem impressionado” com Gonet, que tem os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como principais apoiadores.

    Como mostrou a CNN, o presidente deixou a definição sobre o novo procurador-geral da República para a volta de sua viagem aos Estados Unidos.

    Logo depois dos encontros com Gonet e Bigonha, Lula disse a aliados estar aberto a receber novas indicações e não descartou a possibilidade de um terceiro nome surgir na disputa.

    Ou seja, apesar do desejo de Lula, a corrida está cada vez mais afunilada entre Gonet e Bigonha. E, neste momento, o vice-procurador-geral eleitoral está uns metros à frente.

    Até agora, no entanto, segundo pessoas que acompanham de perto as discussões, não apareceu um novo candidato ao posto que será deixado por Aras daqui a uma semana, no dia 26.

    Lula já indicou que não escolherá nenhum dos três indicados pela lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). São eles: Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e José Adonis.

    A aliados, Lula tem indicado que a indefinição sobre o sucessor de Aras tem como principal ingrediente o fato de ele não ter confiança e intimidade suficiente com o Ministério Público Federal (MPF).

    Veja também: Novo PGR deve ter perfil servilista, diz advogada