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    PF quer novos elementos sobre participação de irmão de Michelle Bolsonaro no caso das joias

    Dourado aparece em mensagens encontradas no celular do ex-ajudante de ordens Mauro Cid

    Leandro Resendeda CNN

    São Paulo

    A Polícia Federal trabalha para colher mais informações sobre um novo personagem na investigação sobre joias recebidas, extraviadas, vendidas e recompradas pelo entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): trata-se do irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Diego Torres Dourado.

    Ele aparece em mensagens encontradas no celular do ex-ajudante de ordens Mauro Cid — base da operação da PF deste mês e cujo desdobramento principal se dá nesta quinta-feira (31), com o depoimento de oito investigados. Dourado é assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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    Os investigadores querem saber o quanto que Dourado sabia do esquema de extravio de joias e se participou ativamente de envio delas para fora do Brasil.

    Segundo fontes da PF, as suspeitas partem da trama que envolve um dos conjuntos de joias extraviados do Brasil ainda em 2022 – aquele que, segundo a PF, continha uma escultura de uma palmeira e um barco de ouro recebidos por Bolsonaro durante viagem ao Bahrein.

    De acordo com mensagens de WhatsApp obtidas pelos investigadores, Marcelo Camara, assessor do então presidente, pergunta a Mauro Cid sobre uma mala “que o irmão de dona Michelle teria falado”. Essa mala continha as esculturas recebidas no Oriente Médio e, segundo a PF, foi entregue a Cid para ser levada para os EUA justamente pelo irmão da ex-primeira dama.

    Houve uma tentativa de vender as esculturas em Miami e, de acordo com a PF, lojas especializadas em venda de ouro foram pesquisadas e visitadas, com participação ativa de Mauro Lourenna Cid, pai do ex-ajudante de ordens. As peças acabaram não sendo vendidas.

    “No entanto, os bens não possuíam o valor patrimonial esperado pelos investigados, fato que frustrou a alienação das esculturas”, diz a Polícia Federal em manifestação reproduzida pelo ministro Alexandre de Moraes.

    A CNN procurou Michelle e o governo de São Paulo, onde o irmão da ex-primeira-dama trabalha, e aguarda retorno. A reportagem ainda tenta contato com Dourado.

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