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    Planalto trabalha para impedir deputado bolsonarista do MDB na CPMI do 8 de janeiro

    No Senado, com apoio de Arthur Lira, nome neutro da legenda ganha força no lugar de Renan Calheiros

    Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS)
    Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) Pablo Valadare /Câmara dos Deputados

    Larissa Rodriguesda CNN

    em Brasília

    O Palácio do Planalto mandou um recado ao MDB da Câmara que é preciso parar qualquer tentativa do deputado Osmar Terra (RS) de participar da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro.

    Ligado ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), Terra pediu ao líder do partido na Casa, Isnaldo Bulhões (AL), para ser um dos integrantes do colegiado.

    No entanto, segundo fontes ligadas ao MDB, nesta segunda-feira (1º), Isnaldo conversou via mensagem de texto com os deputados da sigla e disse que o MDB só irá indicar para a única vaga de titular que terá direito na comissão um parlamentar considerado mais “neutro”. O mais cotado nesse momento é Rafael Brito (AL).

    Terra ainda não teria desistido e aguarda pela definição final, que deverá sair até terça-feira (2).

    Já no Senado, há um acordo em formação para que a relatoria do colegiado fique com o MDB. Desde o início desta legislação, Renan Calheiros (AL) começou a se movimentar para ficar com o cargo, repetindo o que fez na CPI da Pandemia.

    No entanto, adversário regional do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), Calheiros vê o governo federal resistir à sua indicação.

    A ideia negociada entre o Palácio do Planalto e o partido até agora, é seguir a linha da Câmara e indicar para a relatoria um nome mais neutro, como o do líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM). Apesar disso, Renan Calheiros deverá ficar ao menos com a outra vaga da legenda no colegiado pelo Senado.