Com cenário político conturbado, Centrão aumenta pressão por espaço no governo

Daniela LimaRenata Agostinida CNN

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As novas acusações de irregularidades no acordo de compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde e a saída de Ricardo Salles do Ministério do Meio Ambiente reforçaram a movimentação do Centrão em busca de mais espaço no governo de Jair Bolsonaro. O assunto foi um dos temas do episódio desta sexta-feira (25) do podcast Horário de Brasília.

Aliados têm pressionado o presidente a fazer movimentos para ampliar a sua base de apoio, de olho nas eleições de 2022 e no conturbado cenário político do momento. Além do Caso Covaxin ter se tornado o novo foco de investigação da CPI da Pandemia, outros desdobramentos dos últimos dias contribuem para a leitura de que o Centrão pode se aproveitar de uma dependência maior do governo em relação ao bloco.

Pesquisas de opinião têm apontado uma curva de queda na aprovação do governo. Nesta sexta, um levantamento do instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), criado por ex-profissionais do Ibope,  apontou que 62% dos eleitores afirmam que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum em 2022  – eram 56% há quatro meses.

Na última quarta (23), a demissão de Ricardo Salles do cargo de ministro do Meio Ambiente também movimentou os bastidores da política. Lideranças dos partidos que compõem a base aliada do governo se movimentam para tentar emplacar o sucessor, apostando que a escalação de Joaquim Leite para substituir Salles será apenas temporária.

Uma das apostas é que o presidente busque usar o espaço aberto na esplanada para aproximar partidos que começaram a se afastar, caso do PSD, de Gilberto Kassab.

A sigla compõe a base aliada e tem Fábio Faria no comando do Ministério das Comunicações. Kassab, porém, teve conversas recentes com Lula. Além disso, tem defendido que seu partido apoie uma candidatura de centro.

O perfil da participação do Centrão na gestão de Bolsonaro mudou desde o início deste ano. Se antes o bloco era mais presente em cargos de segundo escalão, desde a campanha para a eleição de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara dos Deputados, hoje o quadro é outro. O Republicanos entrou na Esplanada dos Ministérios com João Roma na pasta da Cidadania, e o PL ganhou espaço no Palácio do Planalto, na articulação política, com a ministra Flávia Arruda na Secretaria de Governo.

Apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini, o Horário de Brasília é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.

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Horário de Brasília ao vivo, com Daniela Lima e Renata Agostini
Horário de Brasília, com Daniela Lima e Renata Agostini, é transmitido ao vivo às sextas, às 12h30
Foto: CNN Brasil

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