PSDB quer fechar com MDB para a disputa pela presidência do Senado

Tucanos preferem aliança com a maior bancada da Casa do que Rodrigo Pacheco (DEM-MG), mais próximo ao governo Bolsonaro

O senador Roberto Rocha (MA), líder do PSDB no Senado
O senador Roberto Rocha (MA), líder do PSDB no Senado Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Larissa Rodrigues, da CNN, em Brasília

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O MDB avançou nesta terça-feira (5) em negociação com o PSDB para formar uma aliança na disputa pela Presidência do Senado. Os emedebistas ainda não decidiram quem será o candidato do partido, mas mira o posto por ter a maior bancada da Casa.

Os tucanos podem pesar na disputa, já que a legenda conta com sete senadores. Líder do PSDB no Senado, Roberto Rocha (MA) afirmou à CNN que os parlamentares do partido querem “seguir o critério da proporcionalidade”.

Os emedebistas também esperam fechar nos próximos dias apoio do Podemos, que conta com dez parlamentares no Senado.

O Republicanos também fala em apoiar o MDB. No entanto, o partido conta com o senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o que leva a legenda a prometer ouvir atentamente as propostas do adversário Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ainda trabalha para oficializar o apoio do Palácio do Planalto a Pacheco.

Enquanto isso, o senador age nos bastidores para conquistar apoio das principais legendas da Casa. Nesta semana, o democrata teve conversas definidas como “animadoras” com parlamentares do PL, PP, PSB, além de já ter fechado apoio do PSD, segunda maior bancada do Senado.

Apesar de sua aproximação com o governo Bolsonaro, Pacheco tem bom trânsito também na oposição. Na semana passada, ele almoçou com parlamentares do PT e tem conversado também com políticos da Rede e do PDT. Senadores do Pros e do PSL também já sinalizaram que podem fechar com o democrata.

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