Renan quer se reunir com senadores individualmente antes de relatório final

Para buscar convergência ao relatório, a ideia do relator da CPI da Pandemia é ouvir a posição dos membros da comissão sobre o parecer final

Ouvir notícia

Prestes a concluir o relatório final da CPI da Pandemia, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), pretende, a partir do dia 15 de outubro se reunir individualmente com os senadores da comissão para discutir o documento que precisa ser avalizado pelos integrantes da comissão.

Para buscar convergência ao relatório, a ideia do senador é ouvir a posição dos membros da comissão sobre o parecer final e, com isso, coletar possíveis contribuições dos parlamentares sobre o relatório e a conclusão da investigação. “A posição de cada um no relatório final é importante para agregar e consolidar o que foi apurado”, disse Renan à CNN.

O movimento busca facilitar a aprovação do texto que será submetido à avaliação do plenário da comissão no dia 20 de outubro. A leitura será no dia 19 logo após a cerimônia de encerramento que terá a presença de familiares de vítimas da Covid-19.

Para o senador Humberto Costa (PT/PE), contribuir com o relatório é muito importante já que, individualmente, os parlamentares também se dedicaram a explorar linhas de investigação de modo com que a apuração fosse mais célere e precisa. “Nós também contribuímos, então é importante que também sejamos ouvidos e tenhamos participação no relatório”, afirmou Humberto Costa.

Entre as conclusões do relatório há expectativa do possível indiciamento de agentes públicos que, durante a pandemia, se omitiram ou adotaram medidas consideradas criminosas pela comissão. Para embasar o indiciamento dessas pessoas, Renan Calheiros tem ouvido juristas quase diariamente.

Aberta para apurar as ações e supostas omissões do governo federal durante a pandemia, a CPI foi além e desdobrou diversas linhas de investigação que serão apontadas no relatório. Entre elas, está o caso da compra da vacina Covaxin, cujo contrato foi suspenso por suspeitas de irregularidades.

Mais Recentes da CNN