Ricardo Baronovsky: Discurso de Moro é diferente do visto no debate público

No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (24), comentarista avalia fala de ex-ministro em entrevista exclusiva ao âncora da CNN William Waack

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (24), o comentarista Ricardo Baronovsky avaliou a entrevista de Sérgio Moro, pré-candidato à presidência pelo Podemos, ao âncora da CNN William Waack, em que fez uma série de críticas ao ex-presidente Lula e ao atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Moro afirmou que Lula flerta com o autoritarismo ao elogiar o presidente de Nicarágua, Daniel Ortega, e disse que o governo de Bolsonaro “não tem projeto e não tem liderança”.

Segundo Baronovsky, o discurso do ex-juiz da Lava-Jato foi propositivo. “O que mais se vê no debate público são adjetivações, ofensas ad hominem. Toda argumentação tem que ser baseada em fatos. Observei muito isso no discurso dele. Eu não qualifico e não ofendo meu adversário, porquê, se não, eu passo vergonha.”

“Me chama a atenção quando ele levanta a bandeira do combate à corrupção. É um tema polêmico, mas ele argumenta a partir de fatos com uma analogia à Operação Mãos Limpas”, afirmou.

Baranovsky também apontou falha de Moro em relação à reforma administrativa. Para o comentarista, o pré-candidato à presidência fugiu da pergunta feita por Waack sobre a independência do Poder Judiciário.

“Ele [Moro] só conseguiu fazer o que fez graças à vitaliciedade do juiz, à inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos, então não pode ficar contra a reforma administrativa. A conclusão é que a Lava Jato combate, pela primeira vez, o crime de colarinho branco. Ela tem seu simbolismo.”

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Ricardo Baronovsky. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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