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    Sessão sigilosa de Witzel será votada nesta quarta-feira (23) na CPI da Pandemia

    Parlamentares também devem analisar a quebra de sigilo fiscal das Organizações Sociais (OSs) Unir e Iabas, investigadas por fraude  

    CPI votará requerimento para realizar sessão sigilosa com Wilson Witzel, ex-governador do RJ
    CPI votará requerimento para realizar sessão sigilosa com Wilson Witzel, ex-governador do RJ Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

    Isabelle Resende, da CNN, no Rio de Janeiro 

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     A CPI da Pandemia vota, nesta quarta-feira (23), o requerimento de uma nova sessão, desta vez sigilosa, com o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. A sessão poderá ser feita no Rio de Janeiro ou em Brasília, a critério dos advogados de Witzel.  

    Na semana passada, durante participação na CPI, o ex-juiz afirmou ter “fatos gravíssimos” a revelar sobre a intervenção do governo federal no combate à pandemia.

    Após essa declaração, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) disse que pretende apresentar ainda nesta semana uma queixa por “crime contra a honra”, contra o ex-governador do Rio. A informação foi antecipada pelo analista da CNN, Leandro Resende.  

    Os senadores ainda avaliam aprovar um requerimento para analisar contratos firmados entre o Ministério da Saúde e hospitais federais durante a pandemia.

    Os parlamentares vão apreciar 58 requerimentos ainda nesta quarta-feira (23). Entre eles estão os pedidos de quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de oito Organizações Sociais (OSs). Entre elas, os Institutos Unir Saúde e Iabas, ambas denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por fraudes em contratos na área da saúde com o governo do Rio quando Witzel ainda estava à frente do Executivo estadual.  

    Os dois institutos estão no cerne do processo que terminou com o impeachment de Witzel. Suspeita de participar de um esquema de corrução, a Unir Saúde, comandada pelo empresário Mário Peixoto, teve o pedido de requalificação assinado pelo ex-governador, mesmo após a OS ter descumprido regras e ter sido considerada inidônea.

    Já a Iabas, não cumpriu o acordo para fazer a montagem e administração de sete hospitais de campanha no estado. Contratada por R$ 835 milhões, a OS só entregou duas unidades e com a capacidade de atendimento reduzida.   

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