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    STF julgará mais seis réus pelo 8 de janeiro de forma virtual

    Sessão será de 26 de setembro a 2 de outubro; OAB contestou formato de julgamento

    Ataques criminosos contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro.
    Ataques criminosos contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 08.jan.2023

    Lucas Mendesda CNN*

    Brasília

    O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento das ações de mais seis réus pelos atos de 8 de janeiro. Eles serão julgados em sessões virtuais entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro.

    Nesse formato de julgamento não há debate entre os ministros. A sessão é aberta 0h e os magistrados apresentam seus votos escritos em um sistema eletrônico.

    Veja: Mendonça e Moraes discutem sobre atuação as forças de segurança no 8/1

    Os advogados podem fazer suas manifestações, por meio de vídeo enviado aos processos. Eles podem apresentar as sustentações orais até as 23h59 de 25 de setembro.

    A definição sobre essa modalidade de julgamento foi feita pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber, a pedido do relator dos casos, Alexandre de Moraes. A decisão foi contestada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    A CNN já mostrou que os primeiros julgamentos no plenário físico serviriam para que os ministros da Corte estabelecessem uma tese jurídica a ser seguida nas ações penais dos demais réus dos atos golpistas.

    O caso de Moacir José dos Santos já estava previsto para ser analisado nessa sessão.

    Agora, a Corte tem mais cinco casos pautados, incluindo os das primeiras mulheres acusadas de envolvimento nos ataques:

    • João Lucas Vale Giffoni;
    • Reginaldo Carlos Begiato Garcia;
    • Jupira Silvana Da Cruz Rodrigues;
    • Nilma Lacerda Alves;
    • Davis Baek.

    Cada ação será analisada e julgada de forma individual. Todos são acusados de integrar o núcleo dos executores dos atos que levaram à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

    Eles respondem pelos crimes de:

    • associação criminosa armada;
    • abolição violenta do estado democrático de direito;
    • golpe de estado;
    • dano qualificado;
    • deterioração de patrimônio tombado.

    Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão. As denúncias foram oferecidas pela Procuradoria-geral da República (PGR).

    Na semana passada, o Supremo condenou os primeiros três réus pela invasão e depredação dos Três Poderes.

    Matheus Lima de Carvalho Lázaro e Aécio Lucio Costa Pereira a uma pena de 17 anos de prisão em regime inicial fechado e Thiago de Assis Mathar a uma pena de 14 anos de prisão, também em regime inicial fechado.

    Todos também foram condenados a pagamento de multa de R$ 44 mil e de indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos de forma solidária (em conjunto) com demais condenados.

    Formato virtual

    A OAB contestou a decisão de Rosa Weber sobre o julgamento dos réus do 8 de janeiro ser feito em plenário virtual. A entidade pediu que os casos sejam analisados no formato apenas com a concordância dos advogados do processo.

    O argumento é de que o julgamento compulsório, sem a opção de ocorrer em plenário físico, viola “o devido processo legal, o contraditório e o direito de defesa”. Já o plenário físico assegura aos advogados a oportunidade de realizar a sustentação oral em tempo real de forma clara e efetiva.

    A OAB reforça ainda que reconsideração se faz necessária “diante da relevância e excepcionalidade das ações penais”.

    Ao todo, o STF recebeu 1.345 denúncias, mas parte delas está suspensa por 120 dias por decisão de Moraes para que a PGR analise se propõe, ou não, Acordos de Não Persecução Penal (ANPP).

    * Com informações de Brenda Silva