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    Valor da PEC pode diminuir e depende de negociações no Congresso, diz senador do PT

    Em entrevista à CNN, Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou que texto apresentado até então é apenas minuta, que será discutida com governo federal e congressistas governistas

    CNN Brasil

    O senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou, nesta segunda-feira (21), que o valor da PEC do Estouro pode ser reduzido a depender das negociações no Congresso.

    Pela minuta entregue ao Congresso pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), o gasto fora do teto de gastos pode chegar a R$ 198 bilhões.

    “Claro que há [chances do valor diminuir]. O governo federal e os congressistas do governo ainda não tiveram um primeiro contato. Isso é uma negociação coletiva, uma construção”, disse, em entrevista à CNNo membro da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Questionado sobre a opinião de economistas que acreditam que as pautas sociais mais urgentes poderiam ser trabalhadas com uma PEC na casa dos R$ 100 bilhões, o senador disse que é possível trabalhar um meio-termo.

    “A PEC não está pronta. Os valores que estamos mencionando são especulativos. É inescapável negociar o que cada lado vê que é necessário fazer como prioridade”, afirmou o líder da minoria no Senado.

    Senador Jean Paul Prates (PT-RN)
    Senador Jean Paul Prates (PT-RN) / Reprodução/CNN

    “Toda essa negociação ainda está por começar. O que estava em curso na semana passada foi a composição de uma minuta, que vai ser apresentada de um lado para o outro”, acrescentou.

    Prates afirmou que, do seu ponto de vista, a discussão sobre o valor da PEC deve ter como base as promessas de campanha que foram consenso entre os dois candidatos à Presidência.

    “Acrescento coisas urgentes e consensuais e, acima disso, dispositivos na própria PEC que aliviem do teto coisas que não são captadas no orçamento federal, que não saem do dinheiro do governo federal. Esse é o valor”, concluiu.

    Publicado por Léo Lopes, com produção de Rudá Moreira, da CNN