Wizard vai ser questionado na CPI da Pandemia sobre vacina da CanSino

Empresário entrou no foco da investigação após aparecer em uma live com o homem que se diz o intermediário brasileiro do imunizante

Da CNN, em São Paulo

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 O empresário Carlos Wizard vai depor à CPI da Pandemia nesta quarta-feira (30) e terá que responder sobre sua participação no suposto gabinete paralelo de assessoramento ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e também sobre seu envolvimento na compra de vacinas, em especial a da CanSino. A informação é da âncora da CNN Daniela Lima.

A avaliação da compra da CanSino ganhou força após uma análise no contrato de compra da vacina chinesa com o governo federal apontar um esquema similar ao da Covaxin, com um intermediário e preço de dose mais alto (US$ 17 a dose da vacina da CanSino, a mais cara negociada pelo governo brasileiro).

Wizard entrou no foco da investigação após aparecer em uma live com o homem que se diz o intermediário brasileiro da CanSino. O contrato para a compra da vacina, estimado em R$ 5 bilhões, não avançou.

Senadores disseram à CNN que o envolvimento de Wizard com a vacina da CanSino ganhou mais relevância do que sua participação no suposto gabinete paralelo, e, agora, querem entender se o empresário trabalhou para facilitar a entrada dessa vacina — que ainda não tem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) — no Brasil.

Carlos Wizard
Carlos Wizard
Foto: Miguel Schincariol/AFP via Getty Images

(Publicado por Daniel Fernandes)

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