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    Zema diz à CNN que criança deve estudar para decidir se quer ou não ser vacinada

    Governador defende que crianças não imunizadas possam frequentar escolas e entende ser uma opção individual o direito de se vacinar ou não

    Maria Clara Matosda CNN*

    São Paulo

    Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (7) em Brasília, o governador Romeu Zema (Novo) voltou a defender que crianças possam frequentar escolas públicas sem necessariamente estarem vacinadas, e que os alunos devem estudar para que optem por se imunizarem ou não.

    “Toda criança tem direito de frequentar a escola”, diz Zema. “(A criança) vai aprender ciência para que ela tenha condições no futuro, diferente do que já aconteceu no passado, queremos que ela venha a decidir se quer ou não ser vacinada”, defendeu ele.

    O governador estava na capital federal para receber uma medalha de reconhecimento de Mérito Legislativo na Câmara dos Deputados e foi questionado pela repórter Marina Demori sobre a declaração que deu no domingo.

    Junto ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Cleitinho (Republicanos-MG), o governador afirmou que os alunos, independentemente de estarem vacinados ou não, poderão ter acesso às escolas.

    O governador alegou à CNN que é uma questão de “liberdade” e que, apesar de tanto ele como os filhos e o restante da família estarem vacinados, respeitavam a decisão individual de quem não queira se vacinar.

    “Eu sou um liberal e tenho que respeitar isso”, expressou o governador. “Em Minas Gerais a escola está aberta para todos e nós vamos mostrar que a vacina é importante. Agora mesmo mostrando, se alguém não quiser é uma opção individual”.

    Ao ser questionado se falta de obrigatoriedade da vacina nas escolas abriria brechas para que crianças fiquem mais vulneráveis, o chefe do executivo de Minas respondeu que tem de “respeitar o direito de cada um decidir qual o melhor tratamento para si”.

    A obrigatoriedade é prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o parágrafo 14 do estatuto, “É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

    O governador, contudo, não especifica se a medida seria apenas para a vacina de Covid-19 ou abrangeria todo o calendário de vacina infantil.

    *Sob supervisão de Leandro Bisa

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