Com piora na pandemia, cuidados sanitários devem ser reforçados

No Brasil, Covid-19 já matou ao menos 207.095 pessoas ao longo de dez meses

Funcionários de cemitério com roupa de proteção durante enterro de vítima da Covid-19 em Nova Iguaçu (RJ)
Funcionários de cemitério com roupa de proteção durante enterro de vítima da Covid-19 em Nova Iguaçu (RJ) Foto: Pilar Olivares - 16.jul.2020/Reuters

Lorena Lara, da CNN, em São Paulo

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) deu o alerta: o segundo ano da pandemia de Covid-19 pode ser mais difícil do que o primeiro. Apesar de a vacinação já ter começado em ao menos 54 países, novas variantes do vírus — algumas delas mais transmissíveis — estão ampliando o impacto da doença.

O primeiro mês de 2021 chegou à metade com a piora da situação da pandemia, inclusive no Brasil, que bateu recorde de novos casos de Covid-19 em 7 de janeiro, com 87.843 diagnósticos em um só dia.

Nesse mesmo dia, 1,5 mil pessoas morreram pela doença – o maior número de mortes diárias desde julho de 2020. Hospitais pelo país relatam aumento nas taxas de ocupação. Na manhã desta sexta-feira (15), a rede pública fluminense chegou a ter 100% dos leitos ocupados.

A situação é especialmente dramática em Manaus, onde pacientes internados com Covid-19 morreram por falta de oxigênio nas unidades hospitalares. Na quarta-feira (13), a cidade registrou recorde de enterros em um único dia: 198 corpos foram sepultados.

Em todo o país, a pandemia já deixou ao menos 207.095 mortes ao longo de dez meses. Considerando que um Boeing 747 transporta cerca de 400 passageiros, as mortes por Covid-19 são equivalentes à queda de mais de 517 aeronaves, matando todos a bordo.

Cemitério em Manaus (AM) durante a pandemia da Covid-19

Cemitério em Manaus (AM) durante a pandemia da Covid-19
Foto: Bruno Kelly/Reuters (31.dez.2020)

O que está acontecendo?

Dez meses depois do início da pandemia, as pessoas já estão cansadas e baixando a guarda. E muitos daqueles que deixaram de se cuidar foram infectados e infectaram outras pessoas. Vale lembrar que o novo coronavírus se espalha principalmente durante o contato próximo entre pessoas, quando há troca de gotículas respiratórias produzidas por ações como a fala, a respiração e a tosse.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, as partículas virais da Covid-19 podem “permanecer no ar por minutos ou horas”. “Esses vírus podem infectar pessoas que estão a mais de seis metros de distância da pessoa infectada ou depois que essa pessoa sair de um ambiente”, destaca a instituição.

Por que seremos vacinados logo?

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a vacinação deve começar ainda em janeiro, mas apenas para os grupos prioritários.

Apesar de ao menos 54 países já terem iniciado a imunização de suas populações, a Organização Mundial da Saúde (OMS), não espera que o mundo atinja a imunidade coletiva contra o novo coronavírus

“É importante lembrar as pessoas e os governos de que nós precisamos continuar sendo responsáveis e praticando todas as medidas de proteção”, disse a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan.

O que tudo isso significa?

Quem quiser voltar a viver a vida como era antes da pandemia (e rapidamente), é hora de dobrar as medidas de segurança.

Ainda é preciso usar máscara em público e sempre que estiver perto de alguém que mora em casa diferente. Se houver possibilidade de infecção em casa, é preciso usar máscara também.

Um teste negativo não deve ser visto como garantia para ver amigos ou parentes, já que é possível estar infectado e contaminar outras pessoas

As recomendações para manter o distanciamento social e lavar as mãos com frequência continuam.

Com informações de Holly Yan, da CNN

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