Anvisa pede dados de estudo da Coronavac em SP após reunião sobre dose de reforço

Técnicos da Anvisa e do Instituto Butantan se reuniram nesta sexta-feira (3) para discutir o uso da Coronavac como dose de reforço

Profissional da saúde prepara vacina da Coronavac contra a Covid-19 para aplicação em São Paulo
Profissional da saúde prepara vacina da Coronavac contra a Covid-19 para aplicação em São Paulo Governo do Estado de São Paulo

Anna Gabriela Costada CNN

em São Paulo

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Em reunião com a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta sexta-feira (3) – para discutir a utilização da vacina contra a Covid-19 da Coronavac como dose de reforço – representantes do Instituto Butantan se comprometeram a enviar, em até 10 dias, toda a documentação solicitada pela Anvisa referente ao estudo realizado em Serrana (SP).

“Para que a Anvisa decida a terceira dose/reforço usando a vacina Coronavac, há necessidade de apresentação de estudos e dados que sustentem essa indicação e posologia. Esses dados não foram apresentados pelo Instituto Butantan”, disse a Anvisa.

O Projeto S, realizado na cidade do interior paulista, foi um estudo feito para analisar a efetividade vacinal da Coronavac, feito em grande escala pela primeira vez no mundo. Por meio do projeto, 95% da população adulta do município de Serrana foi vacinada com Coronavac entre fevereiro e abril deste ano.

“O ensaio clínico concluiu que a vacina preveniu óbitos por Covid-19 em 95%, internações em 86% e infecções em 80%. Além disso, trouxe proteção inclusive à população não vacinada, como crianças e adolescentes”, afirmou o Instituto Butantan.

De acordo com a Anvisa, o objetivo agora será analisar os dados coletados para averiguar a efetividade de uma terceira dose com o imunizante.

“O objetivo é acompanhar todos os dados, tanto aqueles que fazem parte das pesquisas diretas conduzidas para a Coronavac, como dados de outras publicações que possam contribuir para a avaliação sobre a necessidade de uma dose de reforço da vacina”, afirmou.

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