Após morte de indígenas por COVID-19, governo anuncia R$ 4,7 bi para ações

De acordo com o último boletim da Funai, foram registrados nove casos da doença em comunidades indígenas

Os secretários de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira e executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante a divulgação do boletim técnico do Ministério da Saúde e a atualização das ações de enfrentamento à COVID-19
Os secretários de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira e executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante a divulgação do boletim técnico do Ministério da Saúde e a atualização das ações de enfrentamento à COVID-19 Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

Basília Rodriguesda CNN

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Como medida de combate ao coronavírus entre comunidades indígenas, o governo vai investir R$ 4,7 bilhões somente nas ações direcionadas às comunidades tradicionais, entre elas a distribuição de kits de higiene, cestas básicas e também 6 mil testes rápidos.

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De acordo com o último boletim da Funai, foram registrados nove casos da doença em comunidades indígenas, 23 casos suspeitos estão em análise e 3 índios já morreram  acometidos pelo novo coronavírus.

Os recursos virão de diversas pastas, Saúde, Cidadania, Justiça, Direitos Humanos e Defesa.

O governo vinha sendo criticado pela falta de medidas sociais para contornar o avanço da doença entre comunidades tradicionais e também aquelas vulneráveis, como moradores de rua.

Atualmente 1,8 milhão indígenas são beneficiários do Bolsa Família, ou seja, preenchem os critérios para o recebimento de R$ 600, de auxílio emergencial, o coronavoucher. 

A ministra Damares Alves esteve em Boa Vista e Manaus para falar das ações do governo. Ela deve anunciar as medidas, nesta segunda-feira, durante a entrevista que diariamente vem sendo organizada no Palácio do Planalto para falar das ações contra o novo coronavírus.

Em março, a Funai decidiu proibir a entrada de visitantes em aldeias, a menos que seja essencial para assistência às comunidades.

O governo ainda não divulgou detalhes sobre as ações que serão adotadas para contenção da doença entre populações de rua, idosos e vulneráveis, como moradores de favelas e abrigos.

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