Butantan não cogita aplicar Coronavac em dose única

Diretor do Instituto disse que intervalo entre as doses pode ser prorrogado para ampliar cobertura vacinal

Voluntário recebe dose em teste da potencial vacina contra Covid-19 Coronavac em Porto Alegre
Voluntário recebe dose em teste da potencial vacina contra Covid-19 Coronavac em Porto Alegre Foto: Diego Vara/Reuters (8.ago.2020)

Anna Satie, da CNN em São Paulo

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (7) que não se cogita, no momento, o uso da Coronavac em dose única, como havia sido sugerido anteriormente

“O estudo que é a base dessa apresentação é com duas doses”, disse ele, durante entrevista coletiva. “Não se cogita nesse momento a utilização de uma dose. O que está se cogitando é ampliar o intervalo entre as doses, isso é possível alongar para permitir uma cobertura maior no início, a medida que as vacinas vão sendo disponibilizadas”. 

O governo de São Paulo anunciou nesta tarde que o imunizante tem ao menos 78% de eficácia. 

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Covas explicou que o intervalo entre as doses pode ser de 14 a 28 dias. “O ideal seria 14, mas estamos considerando a possibilidade de ampliar até 28 para uma cobertura vacinal maior, mais rápida”, disse. “Isso te dá um intervalo de tempo mais apropriado para o programa de imunização”. 

Até o momento, o estado tem quase 11 milhões de doses prontas da vacina, além de insumos para produção nacional. 

É esperado que 9 milhões de pessoas sejam imunizadas nessa primeira etapa, com a aplicação de 18 milhões de doses até o fim de março. A prioridade será para profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais, grupos indígenas e quilombolas.

 

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