Capacetes de ventilação para pacientes começam a ser testados no HC em SP

Segundo engenheiros, a Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC), pode evitar, em até 35%, os processos de intubação 

Bruna Macedo

Da CNN, em São Paulo

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Um novo modelo de respirador começou a ser testado no Hospital das Clínicas em São Paulo nesta semana. Os primeiros testes foram feitos em máquinas, e dois voluntários também experimentaram o uso. Já os testes em pacientes com Covi-19 devem começar apenas após a autorização do comitê de ética do HC. 

O aparelho foi desenvolvido por uma empresa brasileira de engenharia. Trata-se de uma bolha ligada a ventiladores. Dentro dessa espécia de ”capacete”, é formada uma atmosfera de oxigênio  – o que facilitaria a absorvição para os pacientes internados com Covid-19. 

A diferença entre o novo modelo e os respiradores comuns, ainda de acordo com os criadores do produto, é a possibilidade de diminuir em até 35% os processos de intubação que, para os médicos, é sempre um processo crítico. Acontece que, no momento em que são colocados os tubos nas vias respiratórias dos pacientes – algo inevitável quando é usado o respirador comum -, existe uma grande chance de disseminação do vírus no ambiente. 

O produto ainda aguarda liberação da Anvisa para ser distribuído. Um novo teste, para outros parâmetros de avaliação do aparelho, deve ser feito no Hospital das Clínicas já na próxima semana.

Após as análises do comitê de ética do HC e de uma possível autorização, começarão a ser feitos os testes em pacientes contaminados. Os criadores esperam que isso deve ocorrer em até 10 dias, e já está sendo preparado um lote de 1 mil unidades, que poderão ser distribuídas em diversas instituições de São Paulo, Bahia e Minas Gerais. 

 

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