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    Com critérios indefinidos, governo Lula lança pacote de R$ 600 mi para cirurgias no SUS

    Critérios para distribuição do dinheiro, no entanto, não foram esclarecidos

    Fellipe Sampaio /SCO/STF

    Pedro Duranda CNN

    no Rio de Janeiro

    Simultaneamente à inauguração de um centro municipal de saúde no Rio de Janeiro, o governo Lula lançou um pacote de R$ 600 milhões destinados à realização de cirurgias no sistema público de saúde brasileiro (SUS).

    A ideia é reduzir as longas filas que se intensificaram durante a pandemia do coronavírus, com a suspensão de procedimentos eletivos. O escopo do programa engloba especificamente as cirurgias tidas como não emergenciais, grupo que inclui, desde cirurgias para curar unhas encravadas, até a retirada de tumores cancerígenos.

    Inicialmente, ficará a cargo das secretarias de saúde das cidades e estados a apresentação de planos para diminuir as filas e valores a serem investidos. Um terço do dinheiro já está disponível para a liberação. Os critérios, no entanto, ainda não foram divulgados. O governo alega que uma portaria será publicada trazendo o detalhamento.

    Questionada pela CNN sobre o papel do governo federal no pacote, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que a atuação vai além de direcionar a verba.

    “Eu acho que distribuir dinheiro seria reduzir muito o nosso papel. Esse plano é aprovado no Ministério da Saúde a partir das realidades estaduais e dos municípios. Nosso papel é orientador, é organizador. E isso foi pactuado com a tripartite do SUS, que é governo federal, através do Ministério, a representação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde Estaduais e Municipais”, disse ela.

    A ideia do governo é começar a receber os planos locais nesta semana e passar a ofertar parte do dinheiro já em fevereiro. Eles afirmam que o projeto ainda deve remodelar o atual sistema de gestão das filas do SUS, que é descentralizado e varia muito de acordo com a região do país.

    “Não é uma distribuição de recursos apenas. É orientar pra que tenham um plano com essa finalidade”, completou a ministra em entrevista coletiva depois da realização do evento.

    Estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD).

    O evento começou com atraso de cerca de uma hora e muitas pessoas se aglomeraram em filas do lado de fora para tentar chegar mais perto do local onde o presidente Lula discursaria. Alguns não conseguiram e desistiram de ficar no espaço limitado.