Brasil ultrapassa 350 mil mortos pela Covid-19

Desses, 2.616 foram confirmados nas últimas 24 horas

Mulher acompanha enterro da mãe, que morreu de Covid-19, em cemitério do Rio de Janeiro
Mulher acompanha enterro da mãe, que morreu de Covid-19, em cemitério do Rio de Janeiro Foto: Pilar Olivares/Reuters (31.mar.2021)

Anna Satie, da CNN, em São Paulo

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Com mais 2.616 mortes registradas nas últimas 24 horas, o Brasil ultrapassou neste sábado (10) a marca de 350 mil vítimas da Covid-19. Ao todo, foram confirmados 351.334 óbitos desde o início da pandemia. 

Essa foi a semana mais fatal da doença no país, com 21.141 mortes desde o último domingo (4). Foram 1.498 a mais que o recorde anterior, de 19.643, batido na semana passada. 

De acordo com dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), a média móvel de mortes ficou em 3.020 nos últimos sete dias. 

Também foram acrescentados mais 71.832 casos, totalizando 13.445.006. 

De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o número de mortes pela doença cresceu 468,5% entre janeiro e março deste ano. O de casos aumentou 701,5%. 

O maior crescimento de infecções foi registrado na faixa etária dos 30 aos 39 anos, de 1.218,33%, seguido da faixa dos 40 aos 49, de 1.217,95%. No aumento do número de mortes, chama a atenção a subida de 872,73% na faixa etária dos 20 aos 29 anos e de 813,95% dos 30 aos 39.

Em entrevista à CNN nesta semana, especialistas da fundação alertam que esse cenário pode piorar e que só medidas rígidas podem evitar que abril seja ainda pior que março, o mês mais fatal da pandemia no país até o momento. Por isso, eles sugerem um lockdown nacional com duração mínima de duas semanas. 

“Só com uma restrição total na circulação das pessoas é que vamos conseguir interromper totalmente as infecções”, avaliou a pesquisadora e pneumologista Margareth Dalcomo. 

Outra maneira de conter a escalada de casos seria o avanço da vacinação. Até este sábado, 29,5 milhões de doses foram aplicadas no país —22,7 milhões referentes à primeira dose e 6,8 milhões, à segunda, necessária para ser considerado imunizado. Os números correspondem a 10,7% e 3,2% da população, respectivamente. 

(*Com informações do Estadão Conteúdo)

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