Cuidados básicos ajudam a prevenir dengue, Zika e chikungunya

Ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti leva de sete a dez dias; intervenção semanal pode interromper o processo e diminuir incidência das doenças

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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O número de casos de dengue no Brasil cresceu 43,9% nos primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no dia 21. Embora a transmissão de doenças pelo Aedes aegypti ganhe impulso no período do verão, devido à combinação de calor e chuvas, a prevenção à proliferação do mosquito deve ser realizada durante o ano todo, segundo especialistas.

Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer em ambientes secos por mais de um ano. Quando entram em contato com a água, dão continuidade ao ciclo de vida do mosquito que inclui as fases de larva, pupa e adulto, quando ele é capaz de voar e transmitir os vírus da dengue, Zika e chikungunya.

Na edição desta sexta-feira (25) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes abordou os principais sinais da dengue.

A doença pode apresentar sintomas semelhantes aos quadros clínicos da Covid-19, segundo o neurocirurgião.

“São sintomas bastante amplos, como a febre alta, dores nas articulações, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Lembrando que pode existir uma dengue de manifestação clínica mais simples e, por sorte, isso acaba sendo maioria, mas existem casos complicados, como por exemplo de dengue hemorrágica”, explica.

Medidas de prevenção

Do ovo à fase adulta, o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti leva de sete a dez dias. Por isso, a intervenção semanal pode interromper esse processo e diminuir significativamente a incidência das doenças.

“Cada fêmea pode colocar até 1.500 ovos, por isso é importante olhar a casa com ‘olhos de mosquito’, procurando todo e qualquer local que acumule água e possa ser usado para reprodução do vetor”, afirma Denise Valle, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Qualquer recipiente que permita o acúmulo de água parada pode se tornar um foco em potencial para a reprodução do Aedes aegypti. Pneus, vasos de planta, caixa d’água, bandeja da geladeira, calhas, galões, baldes, garrafas e entulho estão entre os principais criadouros do mosquito.

“Quanto maior a quantidade de mosquitos, maiores são as chances de transmissão desses vírus. Todos os anos reforçamos a mensagem de que a fêmea do Aedes espalha seus ovos por diversos locais. Não podemos nos tranquilizar e encerrar a verificação se no primeiro ambiente já forem encontrados ovos ou larvas. Na verdade, devemos ficar ainda mais alertas e procurar mais atentamente em locais próximos, pois certamente haverá outros criadouros”, afirma Denise.

Para facilitar a rotina de verificação semanal dos principais focos do mosquito, pesquisadores da Fiocruz desenvolveram uma cartilha chamada “10 minutos contra o Aedes”. O material disponível online destaca os pontos que precisam de atenção nas residências que podem ser marcados após cada vistoria.

Conheça os principais criadouros do Aedes aegypti

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