Diminuir intervalo entre doses é ‘totalmente viável’, diz imunologista

À CNN, Gustavo Cabral disse que momento é de imunizar completamente contra a Covid-19 a maior quantidade de pessoas possível

Profissional da saúde prepara vacina contra Covid-19 em Santos (SP)
Profissional da saúde prepara vacina contra Covid-19 em Santos (SP) Foto: Guilherme Dionízio/Estadão Conteúdo (22.jun.2021)

Amanda Garcia com produção de Bel Campos,

da CNN Brasil

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A diminuição do intervalo de aplicação entre a primeira e segunda doses das vacinas contra a Covid-19 é “totalmente viável”, na avaliação do imunologista e Pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Gustavo Cabral.

“Já está na bula, a gente precisa entender as orientações básicas”, disse ele, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (9).

Cabral explicou que a vacina de Oxford/AstraZeneca, por exemplo, é orientada para um intervalo entre 4 e 12 semanas, sem perder a capacidade do sistema imunológico. “A AstraZeneca, que é principal discussão, o Ministério da Saúde decidiu aplicar após 3 meses, mas não quer dizer que isso não seja flexível”, disse.

Ele destaca que a decisão de um intervalo maior aconteceu porque “porque não tínhamos vacinas” suficientes. “Propor seguir a recomendação da própria bula ajuda demais, essa é a questão, se temos a vacina, vamos adiantar o máximo possível a imunização completa”, defendeu.

A chegada das novas cepas, como a delta – originária da Índia –, também é uma preocupação, segundo Gustavo Cabral. Ele avalia que há ainda mais necessidade de uma imunização com as duas doses, já que há estudos em andamento que sugerem uma menor proteção de compostos como da Pfizer e da AstraZeneca com apenas a primeira dose contra a variante.

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