Doze a cada 100 idosos do Rio não tomaram a primeira dose da vacina contra Covid

Dado foi levantado a partir da busca ativa feita pelos agentes de saúde da Prefeitura do Rio

Isabelle Resende, da CNN, no Rio de Janeiro

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Cerca de 12% dos idosos da cidade do Rio ainda não tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19, de acordo com o secretário de Saúde, Daniel Soranz. O dado foi levantado a partir da busca ativa feita pelos agentes de saúde da Prefeitura do Rio. Nesta semana, o município do Rio conclui a vacinação para todas as faixas de idades dos idosos, a partir dos 60 anos.

O secretário faz um apelo para que os familiares reforcem a importância da vacinação dos idosos e garante a segurança e eficácia da vacina de Oxford/Astrazeneca, que atualmente é aplicada nos postos de saúde. Soranz explicou que apesar do intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina de Oxford (de até 12 semanas) ser maior do que o intervalo da Coronavac (28 dias), por exemplo, o imunizante oferece alto nível de proteção contra todos os graus de severidade da Covid-19. 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz a vacina no Brasil, explicou por meio de nota sobre a divulgação de análises sobre possível relação entre eventos extremamente raros de coágulos sanguíneos associados à baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia) e à aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca. Segundo a Fiocruz, “os casos bastante raros observados, com possível relação com a vacina, continuarão sendo investigados. Recomenda-se fortemente a continuidade da vacinação, pois os benefícios superam em muito os riscos.

 No final do mês de fevereiro, um estudo realizado na Escócia constatou que uma única dose da vacina da AstraZeneca apresentou efetividade de 94% para hospitalização entre 28 e 34 dias após a vacinação. Os resultados também demonstraram altos índices de efetividade em idosos acima de 80 anos.

Idoso recebe vacina da Covid-19 no México
Idoso recebe a segunda dose da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, na Cidade do México, em 12/04/2021
Foto: Luis Barron/Eyepix Group/Barcroft Media via Getty Images

 

No mundo, mais de 200 milhões de pessoas já receberam a vacina Oxford/AtraZeneca, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em comunicado, a OMS reforçou a necessidade de mais estudos para compreender totalmente a potencial relação entre a vacinação e possíveis fatores de risco. Além disso, o órgão destacou que os eventos adversos raros após imunização em massa são comuns de serem identificados e nem sempre estão ligados à vacinação, entretanto, devem ser investigados.

O Ministério da Saúde divulgou em seu site oficial que “monitora constantemente a segurança e a efetividade de todas as vacinas incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). E que até o momento, não foi identificada uma relação de causalidade entre o imunizante da AstraZeneca/Oxford com eventos raros de trombose (formação de coágulos sanguíneos) associados à plaquetopenia, em pessoas que receberam as doses do imunizante”. A pasta reiterou a importância da vacinação, considerando que os benefícios da vacina contra a Covid-19 do laboratório AstraZeneca superam os potenciais riscos. 

De acordo com o painel da prefeitura do Rio, no total aproximadamente 1 milhão e trezentas mil pessoas (1.298.598) já receberam a primeira dose da vacina contra a covid, sendo 88,7% de pessoas com 60 anos ou mais, o que corresponde a 1.151.767 .

Nesta quinta, 22 de abril, a vacinação contra a covid-19 é destinada a mulheres com 60 anos, profissionais de saúde com 46 anos, gestantes com comorbidades e à segunda dose. o percentual de Idosos com 60 anos ou mais vacinados com 1ª dose da vacina contra a covid está em 88,7%.

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