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    O que é Sífilis, causas, sintomas e possíveis tratamentos

    A sífilis é uma IST que tem vários estágios e pode durar anos no corpo; entenda como ela se manifesta e como tratá-la

    O que é sífilis e o que causa?
    O que é sífilis e o que causa? Agência Brasil

    Da CNN

    O Brasil registrou mais de 122 mil novos casos de sífilis no primeiro semestre de 2022.

    Desde 2017, 15 de outubro marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis, data que alerta a população sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento.

    É importante realizar testes regulares para DSTs e usar preservativos nas relações sexuais para prevenir a transmissão, por exemplo.

    Mas você sabe o que é sífilis?

    Entenda a seguir sobre essa doença, como ela se manifesta, como é feito o diagnóstico e como tratá-la.

    O que é sífilis?

    A sífilis é uma doença bacteriana, que existe há muito tempo, segundo o urologista Danilo Galante explicou. A bactéria responsável por causar essa doença é a Treponema pallidum.

    Ela pode ser transmitida através do contato sexual com uma pessoa infectada — por isso é um Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

    Essa transmissão pode ser por meio de relações sexuais desprotegidas (sexo vaginal, anal ou oral) propriamente ou pelo compartilhamento de objetos contaminados com o fluido corporal da pessoa infectada.

    “Ela voltou à tona recentemente, por esse ‘boom’ de novos casos, é uma IST, infecção sexualmente transmissível, que também pode acontecer por transfusão de sangue, compartilhamento de agulha ou de mãe para filho”, esclarece o médico.

    A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta preocupante sobre o aumento de casos nas Américas.

    De acordo com a Revisão Epidemiológica da Sífilis nas Américas divulgada pela entidade em 2022, estima-se que cerca de 4,6 milhões de pessoas estejam atualmente afetadas pela doença na região.

    Quais são os sintomas da sífilis?

    Sintomas da sífilis
    Sintomas da sífilis / Imagem: Shutterstock

    Os sintomas da sífilis podem variar de acordo com a fase da doença em que a pessoa se encontra. Essa doença passa por várias etapas, e os sintomas podem ser diferentes em cada uma delas.

    Entenda cada uma.

    Primária

    Na primária, quando o paciente entra em contato com a bactéria, demora de 10 a 90 dias para a manifestação, que é uma lesão única na região genital.

    Aparecimento de uma ferida indolor e firme chamada chancre surge na área onde a bactéria entrou no corpo.

    Geralmente, é uma única lesão, mas podem ocorrer várias. A ferida é geralmente encontrada nos genitais, ânus, boca ou outras partes do corpo. No geral, não dói nem coça.

    “Ela some espontaneamente, e a pessoa acha que está curada, mas aí vem a fase secundária”, explica o urologista.

    Secundária

    Na secundária, sintomas como febre, dores nas articulações e emagrecimento se manifestam.

    Essa manifestação costuma se dar entre seis semanas e seis meses desde que a ferida inicial se cicatrizou.

    As manchas no corpo podem surgir, geralmente não causam coceira e podem ser encontradas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Essas lesões são caracterizadas por uma alta concentração de bactérias.

    Latente

    Nessa fase, a doença não apresenta sintomas óbvios, mas a bactéria permanece no corpo. Pode durar anos antes de progredir para a próxima fase.

    A latente é classificada em dois tipos: latente recente (menos de dois anos de infecção) e latente tardia (mais de dois anos de infecção).

    Sua duração pode variar e pode ser interrompida caso a forma secundária ou terciária da doença se manifeste.

    Terciária

    Na terciária, a doença atinge o sistema nervoso central, causando problemas neurológicos, que deixam sequelas ou causam a morte. Ela pode surgir em um período que varia de dois a 40 anos após o início da infecção.

    O que é sífilis congênita?

    A sífilis congênita é uma condição em que um bebê nasce com a doença porque a mãe está infectada pela bactéria Treponema pallidum.

    A infecção pode ser transmitida para o feto de várias formas, principalmente através da placenta, durante a gestação ou no momento do parto, caso a mãe esteja infectada no momento do nascimento do bebê.

    Exames de rotina durante o pré-natal são fundamentais para identificar a infecção e possibilitar o tratamento oportuno, reduzindo assim o risco de transmissão para o feto.

    Para isso, é preciso testar a mãe em três momentos: primeiro trimestre, terceiro trimestre de gestação e na hora do parto.

    A manifestação dessa doença na criança pode ser logo ao nascer, até ou depois dos primeiros dois anos de vida.

    Essa doença também pode provoca alguns problemas na gestação, como:

    • aborto;
    • parto prematuro;
    • má-formação do feto;
    • deficiência física ou mental;
    • morte ao nascer.

    Como se prevenir dessa doença?

    Prevenção da sífilis
    Prevenção da sífilis / Imagem: Shutterstock

    O médico explica que “o uso de preservativo é “a principal arma” para evitar a transmissão da sífilis, mas que checkups devem ser feitos com regularidade para detectá-la”.

    O uso regular dessa proteção durante todas as relações sexuais, incluindo sexo vaginal, anal e oral, é uma das maneiras mais eficazes de prevenir a transmissão dela e de outras ISTs.

    Mas fazer exames de detecção de ISTs, periodicamente ou sempre que houver troca de parceiros sexuais, é fundamental para identificar a infecção precocemente e iniciar o tratamento o mais cedo possível, se necessário.

    Além disso, saber o que é sífilis, se informar sobre as ISTs e compartilhar esse conhecimento com parceiros(as) sexuais e amigos pode ajudar a aumentar a conscientização sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado.

    Como é feito o diagnóstico?

    Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico pode ser realizado de forma prática e acessível através do teste rápido (TR) de sífilis, que está disponível nos serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).

    Esse teste é de fácil execução e permite a leitura do resultado em até 30 minutos, dispensando a necessidade de uma estrutura laboratorial. É considerada a principal forma de diagnóstico, devido à sua agilidade e eficácia.

    Quando o teste rápido apresenta resultado positivo (reagente), uma amostra de sangue é coletada e encaminhada para a realização de um teste laboratorial adicional,conhecido como teste não treponêmico, para confirmar o diagnóstico.

    No caso da congênita, o diagnóstico é obtido mediante a avaliação da história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo exames radiológicos e laboratoriais.

    Essa abordagem é essencial para garantir um diagnóstico seguro e correto da congênita e iniciar o tratamento adequado para proteger a saúde do bebê.

    Como tratar a sífilis?

    Tratamento da sífilis
    Tratamento da sífilis / Imagem: Shutterstock

    Segundo o médico, a doença é “potencialmente tranquila quando curada rapidamente, mas pode ser fatal se negligenciada.”

    O tratamento ideal para a sífilis é a penicilina benzatina (benzetacil), que pode ser facilmente aplicada na unidade de saúde mais próxima.

    Essa abordagem tem se mostrado altamente eficaz no combate à bactéria responsável pela doença, tornando-se a principal escolha dos profissionais de saúde.

    Quando ela é diagnosticada em uma gestante, é imprescindível que o tratamento seja iniciado imediatamente com penicilina benzatina.

    Esse medicamento é o único capaz de evitar a transmissão vertical, ou seja, a transmissão da doença para o bebê durante a gravidez.

    Para que o tratamento seja adequado, o Ministério da Saúde define que é necessário seguir os seguintes critérios:

    • administrar a penicilina benzatina;
    • fazer o tratamento até 30 dias antes do parto;
    • definir o esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da doença;
    • respeitar o intervalo recomendado entre as doses.

    Com a pronta intervenção e o tratamento adequado, é possível combater efetivamente essa IST, garantindo a saúde da gestante e a proteção do bebê contra essa infecção potencialmente grave.