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    Entenda por que Tarcísio Meira morreu de Covid-19 mesmo com duas doses da vacina

    No quadro Correspondente Médico, neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre eficácia dos imunizantes, além de reforçar a segurança e importância da vacinação

    Da CNN, em São Paulo

    Na edição desta sexta-feira (13) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou como funciona a eficácia de vacinas contra Covid-19. O ator e ícone da dramaturgia brasileira Tarcísio Meira morreu, aos 85 anos, vítima de complicações da infecção por coronavírus.

    Tarcísio estava internado em São Paulo desde o início do mês e chegou a ser intubado, além de fazer hemodiálise. Tanto ele quanto a esposa, a atriz Glória Menezes, já haviam tomado as duas doses da vacina contra a Covid-19. Ela, que também foi diagnosticada com a doença, segue internada e com boa evolução.

    “Quando olhamos o macroscópico, a população como um todo, a gente já sabe que a vacina é o método mais eficiente para combater a pandemia, com redução sensível do número de internações, da evolução e complicação para casos graves, inclusive de óbitos”, afirmou Fernando Gomes.

    “Mas quando olhamos pro microscópico, para a vida individual de cada paciente, e isso é muito importante, sabemos que em medicina não existe número absoluto. Então, mesmo que a pessoa tenha recebido a vacina da forma adequada, isso não significa nem garante que ela não terá problema nenhum”, completou o médico.

    Veja fotos de Tarcísio Meira

     

    A proposta da vacina é reduzir o número de casos graves e óbitos

    Fernando Gomes

    O médico reforçou que a individualidade de cada pessoa, seu sistema imunológico e histórico de saúde influenciam na eficácia da vacina contra a Covid-19. 

    “Além da própria faixa etária, já que o processo de envelhecimento faz com que se tenha uma resposta diferente inclusive na produção de anticorpos”, disse o médico. “Isso, no entanto, não tira a importância da vacina para combatermos a pandemia contra o coronavírus.”

    (*Com informações de Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo)